A Noite

A Noite

Em 18 de julho de 1911, Irineu Marinho lançou um dos mais modernos jornais das primeiras décadas do século XX. Noticiosa, ágil, com linguagem acessível e ricamente ilustrada com fotografias, charges e caricaturas, A Noite conquistou imediatamente o público carioca.


Reportagens e campanhas

O jornal A Noite se destacou pela realização de grandes reportagens e campanhas, como a de incentivo à aviação civil. A Noite, 12/06/1914. Arquivo/Memória GloboUma das grandes inovações de A Noite foi a realização de reportagens investigativas nas quais a equipe do jornal chegava a interferir diretamente nos fatos, com os repórteres atuando, incógnitos, para fazer uma denuncia. Destacaram-se reportagens como Palácio dos Suplícios, na qual um jornalista se internou num asilo para mostrar o tratamento aos internos; Fazedoras de Anjos, que contou com uma colaboradora do jornal para denunciar a prática ilegal do aborto; Como é fácil roubar!, na qual os repórteres conseguiram furtar vários objetos de museus e bibliotecas cariocas, demonstrando como era frágil o sistema de segurança dessas instituições; Duas semanas entre os mendigos, sobre a indústria da mendicância no Rio de Janeiro; entre outras. As mais memoráveis, no entanto, foram as reportagens que ficaram conhecidas como as do Faquir d´A Noite e da Roleta da Carioca

A promoção e apoio a campanhas de cunho cívico, social ou cultural também foi uma constante durante os anos de Irineu Marinho à frente de A Noite. Na estreia, destacaram-se as campanhas pelo melhoramento dos subúrbios, contra os quiosques que ameaçavam a saúde pública e pelo fechamento do comércio aos domingos. A mais duradoura foi a de incentivo para implantação, no país, da então nascente aviação civil.