O Início

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Irineu Marinho não se deixou abater pela perda do jornal de maior sucesso da época. Quase 150 dias após deixar a presidência de A Noite, lançou seu novo vespertino, O Globo. 


A aviadora Jean Batten

Anos mais tarde, Roberto Marinho se entusiasmou com a repercussão de uma cobertura exclusiva de O Globo. Em 1935, o jornal publicou uma notícia sobre o desaparecimento da aviadora Jean Batten, que faria a travessia do Atlântico. Tendo pousado em Natal, ela seguiu para Salvador, de onde foi emitido o último sinal. O monomotor foi visto pela última vez em Caravelas. Sobre o caso o jornalista Alves Pinheiro contou: “Roberto Marinho, como acontecia nessas ocasiões, inflamou-se de entusiasmo, de euforia profissional.” Ele escalou quatro profissionais para fazerem a busca: um de lancha; outro de avião; e o Alves Pinheiro e o fotografo Moacir Marinho de carro. Alves Pinheiro prossegue: “Saímos por este mundo afora, atolando-nos, dormindo no mato. Até que depois de vencermos um areal quase infinito, a pé, no calcanhar, fomos bater a uma solitária choupana de pescadores. Heureca!  Lá estava, deitada numa rede, os olhos esbugalhados, Jean Batten, em carne e osso!’ Enquanto os demais jornais davam a notícia do desaparecimento da aviadora, O Globo noticiava seu pouso forçado em Araruama por falta de combustível.” Na matéria, O Globo dizia não somente que ela estava viva mas mostrava a foto.