CBN

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Em 1º de outubro de 1991, entrou no ar a CBN – Central Brasileira de Notícias –, primeira emissora de rádio a transmitir 24 horas de jornalismo. Com o sucesso das rádios no Rio de Janeiro e em São Paulo, a CBN foi se expandindo para outros estados durante a década, através de emissoras próprias e afiliadas. A partir de 1993, foram inauguradas a CBN Brasília, Recife, Porto Alegre, Tiradentes e Porto Velho.


A rádio que toca notícia

“Foi um desafio poder desenvolver um produto novo, dar uma opção para os ouvintes. Aconteceu justamente na época da abertura política, com a primeira eleição direta. O noticiário estava muito forte. Fui aos Estados Unidos com o Jorge Guilherme, que idealizou comigo a CBN, e visitamos duas rádios: a CBS, muito direcionada para a sua comunidade, e a ABC, com produtos jornalísticos voltados para o país inteiro”, conta José Roberto Marinho, um dos responsáveis pela criação da CBN.

“O Zé Roberto foi muito importante. Ele é uma pessoa crítica, viajada, ajudou muito. E nos deu liberdade para trabalhar, condição de fazer uma rádio na qual pouca gente acreditava. As pessoas achavam que uma rádio só de notícia não venderia, não seria comercialmente forte. Hoje estão vendo o contrário”, explica o ex-diretor Jorge Guilherme Pontes.

“Olhando para trás, vejo que, 15 anos depois, a CBN se mantém fiel ao projeto que desenhamos: ênfase em prestação de serviço, incentivo à cidadania e jornalismo de qualidade em linguagem acessível.” (José Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo)

A CBN, a primeira rádio all news do Brasil, acompanhou no seu primeiro ano de existência momentos decisivos da política do país, transmitindo os depoimentos da CPI de PC Farias e todos os acontecimentos que resultaram no impeachment do presidente Fernando Collor. Também em 1992, a CBN esteve presente na conferência Rio-92, com um estúdio montado no Riocentro. Esses acontecimentos contribuíram para que a rádio alcançasse, logo de início, uma audiência muito superior à esperada.

Heródoto Barbeiro, que durante 20 anos foi radialista da CBN, resume a importância da estação: “A CBN foi um sucesso de tal ordem que ela transcende o próprio rádio. Essa é a impressão que tenho.”

“CBN, a rádio que toca notícia’ – um slogan que traduzia à perfeição um conceito até então inexistente no Brasil”, afirma Mariza Tavares, diretora-executiva da rádio, sobre o slogan que logo se popularizou.