Expansão

Expansão

A partir de 1997, ano da consolidação da liderança da Globosat no mercado brasileiro de TV por assinatura, uma série de novos canais e transformações técnicas mudaram o perfil da empresa. A filosofia por detrás disso é apontada por Pecegueiro. “A gente começou a passar por um processo de instruir, educar e aparelhar o mercado para lidar com essa nova mídia.” Surgiram os canais Futura, Canal Brasil, Viva e Gloob. 

 


Canal Futura

“Ele é gerenciado pela Fundação Roberto Marinho, mas é uma entidade à parte. Optamos pelo modelo de diluir a propriedade com várias outras empresas, para mostrar que o Canal Futura é um movimento próprio da iniciativa privada. Obviamente, todos os parceiros gostaram muito dessa forma de encaminhar”, conta José Roberto Marinho sobre a opção de parceria na fundação do canal. “O Futura chegou num momento no qual as lideranças empresariais no país estavam percebendo a importância de trabalhar pela responsabilidade social, pela educação e pelo meio ambiente”, completa.

Apesar de ser a semente que fez nascer a Globosat lá atrás, quando, em 1990, o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu, apresentou ao Ministro da Infraestrutura, Ozires Silva, a proposta de televisão por assinatura e banda C para distribuir um canal educativo, o Futura entrou no ar anos mais tarde, em 22 de setembro de 1997. Joaquim Falcão, ex-secretário geral da Fundação Roberto Marinho e um dos que conceberam o canal Futura, ressalta a importância do caráter educativo do canal: “A maioria dos brasileiros considera o Futura um canal educativo. Ele entrou ocupando esse espaço do qual o governo abriu mão, com uma vantagem: o padrão Globo de qualidade."

“O Canal Futura tem um modelo único: várias empresas se unindo para fazer um canal educativo.” (José Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo)

Mais do que um canal de televisão, o Futura é um projeto de educação para o Brasil. “O Futura é um modelo novo de educação em televisão em vários aspectos, inclusive na sua sustentabilidade. Porque é um canal de educação privado, sustentado por empresas e corporações privadas, um canal 24 horas, que está na televisão paga por assinatura e está na banda C, emissão aberta”, reitera Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho.

 

A apresentadora Helena Lara Resende durante as gravações do Globo Educação. DivulgaçãoProgramas inovadores ensinam através das artes, como é o caso do Afinando a Língua, que fala da língua portuguesa pelo viés da música; e o Cine Conhecimento, que aborda temas históricos com filmes. O canal conta, ainda, com jornais focados na sustentabilidade e no meio ambiente, como Cidades e Soluções, e o Jornal Futura, que mostra matérias sobre assuntos ligados à educação, saúde, meio ambiente, trabalho, cidadania, entre outros. Ainda são exibidos no Futura o Globo Ciência, Globo Educação e Globo Ecologia, atrações que também fazem parte da grade Cidadania da Globo.

 

As pesquisas revelam que, atualmente, cerca de 94 milhões de brasileiros têm acesso ao Futura. Desses, 41 milhões assistem regularmente ao canal, sendo que 2 milhões são educadores. O canal Futura tem ainda um programa de Mobilização Comunitária em vários estados brasileiros, e outro programa de capacitação de educadores. Hoje, já existem 441 mil educadores capacitados para usar o canal Futura em sala de aula.