Destaques

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Desde o lançamento, O Globo privilegiou diversas categorias profissionais que abrilhantaram a produção jornalística ao longo dos anos. Contou com talentos na caricatura, ilustração, fotografia, colunas, seções, cadernos e suplementos. O jornal é um colecionador de prêmios em função da sua qualidade editorial e respeito ao leitor. 


Cidade

Desde as primeiras edições, O Globo é identificado por seus leitores pela estreita ligação com o Rio de Janeiro, tanto pela divulgação dos principais acontecimentos da cidade como na prestação de serviços. Nos anos 50, foram lançadas as colunas Se a cidade contasse, Rio de Bairro em Bairro, Plantão Globo e Meu Rio. De 1953 a 1967, Henrique Pongetti assinou O Show da Cidade. As colunas divulgavam notícias sobre trânsito, justiça, bairros e defesa do cidadão. Uma delas, Que fim levou, retomava antigos acontecimentos, mostrando as repercussões e consequências.

Vários espaços garantiram também a opinião do público. A seção Cartas dos Leitores trazia comentários sobre as notícias publicadas no jornal.  Em março de 2010, passou a se chamar Dos Leitores. A página ganhou a área “No site e no celular”, dedicada às opiniões no ambiente digital. O box trazia comentários feitos no site ou por email e as seções “No twitter”, com frases publicadas no microblog do Globo; “Eu-Repórter”, com espaço para foto e conteúdo enviados pelos leitores; e “Dois Gritando”, que reproduz comentários do site homônimo mantido por O Globo e que promove debates sociais.

Em outubro de 1994, O Globo havia sido pioneiro na imprensa, com o lançamento do O Painel dos Leitores, um projeto concebido e implementado pelo então editor chefe adjunto, Ali Kamel. A seção inspirou jornais internacionais. Consistia em uma pesquisa sobre a edição do dia. Ali comenta: “A gente nunca sabe se o leitor gosta ou não do jornal. Uma pesquisa diária seria caríssima. Criamos, então, um grupo interdisciplinar e estudamos um mecanismo barato e eficiente de ouvir a opinião dos leitores. E foi um sucesso estrondoso.”

Ali Kamel estabeleceu o formato do Painel por meio de uma técnica estatística. Para a estreia, um grupo foi selecionado e o jornal passou a ouvir a opinião dos leitores, diariamente pelo telefone, sobre vários temas: “Fizemos um banco de dados de pessoas que estão dispostas a responderem perguntas do Painel. Cada dia da semana,  tem mil pessoas. Escolhemos 200. Então, a composição do grupo de 200 é sempre diferente. As perguntas, feitas de manhã, geram informações em tabelas e gráficos,” explica o atual diretor de Jornalismo da Globo. Em 1996, o jornalista e o então diretor de O Globo, Merval Pereira, foram convidados para fazer uma palestra no congresso da atual World Association of Newspaper, em Washington, nos Estados Unidos: “Foi uma chuva de visitas. Acho que uns 20 jornais do mundo adotaram a nossa técnica, conclui Ali ao destacar que o Painel é “um guia, uma bússola, mas que respeitamos ou não, de acordo com os interesses jornalísticos.” Para Merval, o Painel era usado como um balizamento: “Foi nosso ‘ovo de Colombo.’