Patrimônio

Patrimônio

A Fundação Roberto Marinho iniciou suas atividades, em 1977, com a Campanha de Preservação da Memória Nacional. A proposta era conscientizar a população e as autoridades para a importância e necessidade da preservação e restauração do patrimônio histórico. O slogan da campanha, exibido em comerciais na Globo, era: "Nosso passado está vivo, ajude a conservá-lo".


Cristo Redentor

A Fundação Roberto Marinho, o antigo Banco Real, a Arquidiocese do Rio e o Ibama recuperaram o Cristo Redentor em abril de 2000. Roberto Marinho, acompanhado de dona Lily, prestigiou a inauguração, mesmo depois de sofrer uma queda de cavalo e ter fraturado a bacia. Estátua recuperada, nova iluminação, mas faltava a escada rolante para chegar ao alto do Corcovado.

Roberto Marinho e dom Eugênio Sales na inauguração da primeira fase do projeto Cristo Redentor de Braços Abertos, 04/2000. Arquivo/Memória Globo.

Em depoimento ao Memória Globo, o ator Lima Duarte, convidado a apresentar a inauguração do projeto Cristo Redentor de Braços Abertos, lembra da disposição e do bom humor de Roberto Marinho naquele dia:

“Como é que Dr. Roberto ia subir aquelas escadas com 90 e tantos anos? Então, ele me disse: ‘Eles querem que eu vá numa liteira. Imagina se a Newsweek consegue fotografar. O mínimo que vão dizer é que sou o Bokassa das Comunicações no Brasil. Posso pegar no teu braço?‘." Lima Duarte conta que deu o braço a Roberto Marinho, e lá foram os dois, subindo os 200 degraus do Cristo. Ao final, ele disse para o jornalista: “Puxa, o senhor está melhor do que eu, hein!" "E Dr. Roberto respondeu: ‘Eu era capaz de jurar que você ia me dizer isso‘ – me chamou de puxa-saco”, lembra.

No ano seguinte, a Fundação esteve à frente de novo projeto de recuperação do Cristo Redentor, que ganhou escadas rolantes e elevadores.