Década de 2010

Década de 2010

Nos primeiros anos da segunda década do século XXI, a qualidade dos produtos da Globo continuou sendo reconhecida tanto internamente, quanto fora do país. Às vésperas de completar 50 anos, a televisão criada por Roberto Marinho nos anos 1960 faturou três prêmios Emmy Internacional, um de melhor telenovela – com o remake de O Astro –, um na categoria Comédia – com o seriado Mulher Invisível – e o conferido ao Jornal Nacional, na categoria Notícia, pela cobertura da ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão pelas forças públicas de segurança do Rio de Janeiro, em 2010. Nessa década, as redes sociais entraram em cena na estreita relação do público com a televisão.

No comando da emissora, Octávio Florisbal deixou a direção geral em dezembro de 2012 e passou a fazer parte do Conselho de Administração das Organizações Globo. Carlos Henrique Schroder, até então diretor geral de Jornalismo e Esportes, assumiu o cargo de diretor geral da emissora com a missão de aprimorar a qualidade da programação e promover a criatividade e a inovação nos conteúdos para TV e para as demais plataformas digitais.


Dramaturgia

Adriana Esteves e Débora Falabella em Avenida Brasil, 2012. Renato Rocha Miranda/TV GloboEm toda a trajetória da emissora, a produção de dramaturgia se caracterizou por renovações de linguagem, experiências narrativas, e incentivo a novos talentos e recursos tecnológicos. De 2010 para cá, não foi diferente.

Ti-ti-ti (2010), remake escrito por Maria Adelaide Amaral para o horário das 19h, fez o público rir e se emocionar com a rixa entre os costureiros Jacques Léclair (Alexandre Borges) e Victor Valentim (Murilo Benício).

Cordel Encantado (2011), de Thelma Guedes e Duca Rachid, foi pioneira na utilização da técnica de gravação em 24 quadros, apresentando uma trama inspirada na literatura popular de cordel e nas lendas heroicas do sertão nordestino.

Antenada com as novas possibilidades criativas trazidas pelas novas mídias, a novela Cheias de Charme (2012), dos estreantes Filipe Miguez e Isabel de Oliveira, inovou ao usar o recurso transmídia: o clipe Vida de Empreguete, que na trama levava as domésticas Maria da Penha (Taís Araújo), Maria do Rosário (Leandra Leal) e Maria Aparecida (Isabelle Drummond) ao estrelato, teve mais de 12 milhões de acessos, tendo sido exibido primeiramente na internet.

A novela Avenida Brasil, de João Emanuel Carneiro, se tornou, em 2012, um dos maiores fenômenos da teledramaturgia brasileira. A ótima repercussão da novela foi atribuída ao fato de ela retratar o cotidiano da nova casse média brasileira, que ascendera com a estabilidade do plano real. O sucesso também chegou às redes sociais. A partir das 21h, um grupo fiel de telespectadores comentava a novela através do Twitter. Diariamente, várias hashtags (palavras-chave) relacionadas à Avenida Brasil iam parar nos Trending Topics – assuntos mais comentados – do serviço de microblog.

As sitcoms não perderam o fôlego, e novas e antigas histórias de drama e humor continuam fazendo rir os telespectadores. Além de A Grande Família – versão moderna do original criado na década de 1970, e que já está há mais de dez anos no ar –, destaca-se a série Tapas & Beijos, que ganhou espaço garantido na grade desde sua estreia, em 2011.

Em 2013, Fernanda Montenegro recebeu o importante prêmio Emmy Internacional, na categoria melhor atriz, por sua interpretação em Doce de Mãe. A série é uma coprodução da Globo com a Casa de Cinema de Porto Alegre e tem direção de Guel Arraes e texto de Jorge Furtado,

Em 2015, a dramaturgia da Globo ganhou mais duas estatuetas no Emmy Internacional. A série Doce de mãe foi novamente premiada, ganhando na categoria melhor comédia e Fernanda Montenegro foi indicada mais uma vez como melhor atriz. Império, de Aguinaldo Silva, recebeu o prêmio na categoria de melhor telenovela.