Editora Globo

Editora Globo

A Editora Globo nasce em agosto de 1986, do espírito inovador de duas famílias: a Marinho e a Bertaso.  Essa última era dona da Editora Globo, de Porto Alegre, que tinha um dos melhores catálogos do país e privilegiava a qualidade das publicações.


Famílias Empreendedoras

Livro O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo. Acervo Ed. Globo

Foram oito meses de negociação. A compra custou a Roberto Marinho oito milhões de reais, em valores atuais. A partir da compra da editora gaúcha, o jornalista unificou suas empresas sob a marca Globo e incorporou um acervo de quase três mil títulos. Clássicos como Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, O Aleph, de Jorge Luís Borges, Antologia Poética, de Mário Quintana, O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo, entre outros, foram reeditados pela  Editora Globo ao longo dos anos. Em 2005, a editora inovou no mercado com o lançamento do livro As Mil e Uma Noites, traduzido do árabe pela primeira vez no Brasil. 

“A marca Globo é sinônimo de qualidade e competência. E isso é uma coisa que a gente tem que buscar todo dia” (Luiz Eduardo Vasconcelos, ex-diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio das Organizações Globo)

Como publicado no livro Um Mundo de Impressões, 60 Anos da Editora Globo, “com um catálogo tão cobiçado, a direção da editora percebeu que chegara o momento do pulo do gato no mercado, para se tornar um grupo forte, com revistas e livros para diversos públicos.  Não abriria mão dos quadrinhos, uma tradição muito querida para Roberto Marinho, então com 80 anos. Tanto que decidiu cuidar pessoalmente de mais uma cartada editorial ambiciosa: convencer Mauricio de Sousa, o artista que mais vendia histórias em quadrinhos no país, a ir para o selo Globo. E assim aconteceu.”

 

A Turma da Mônica foi para a Editora Globo em janeiro de 1987. Na época, Roberto Marinho enfrentou dois problemas. O primeiro com a editora Abril, que se recusou a devolver os últimos originais entregues por Mauricio de Sousa. O segundo impasse foi com as gráficas, que entraram de férias coletivas na mesma época. A saída foi imprimir as revistas na Espanha, com uma tiragem inédita de 3,5 milhões de exemplares.