Destaques

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Desde o lançamento, O Globo privilegiou diversas categorias profissionais que abrilhantaram a produção jornalística ao longo dos anos. Contou com talentos na caricatura, ilustração, fotografia, colunas, seções, cadernos e suplementos. O jornal é um colecionador de prêmios em função da sua qualidade editorial e respeito ao leitor. 


Esporte

Otelo Caçador foi, por mais de 30 anos, de 1953 a 1986, responsável pela crônica humorística sobre futebol. A coluna Pênalty de Otelo intercalava textos com charges e quadrinhos que parodiavam o pior e o melhor do futebol da semana.

Um dos maiores expoentes da crônica esportiva brasileira, o jornalista, dramaturgo e romancista, Nelson Rodrigues, escreveu no Globo até 1980, ano de sua morte.

De 1962 a 1974, escreveu quase diariamente em diferentes colunas. Às segundas-feiras, Meu personagem da semana; às terças-feiras e sábados, À sombra das chuteiras imortais; e às quartas, quintas e sextas-feiras, Futebol é paixão. Eventualmente, em dias de um jogo clássico, assinava A Batalha.  Até 1970, muitas delas eram ilustradas por charges de Marcelo Monteiro.

A partir de 1975, foram suprimidos os nomes das crônicas, que passaram a ser identificadas pelo nome do autor. Permaneceu apenas Meu personagem da semana, no caderno esportivo publicado às segundas-feiras. Os temas predominantes eram relacionados ao futebol, o Fluminense – time pelo qual Nelson Rodrigues torcia – e a Seleção brasileira ocupavam um espaço importante na narrativa do cronista.

Nas suas crônicas diárias, Nelson Rodrigues criou figuras para caracterizar uma situação ou uma personalidade. Da paixão pelo Fluminense, nasceram o Sobrenatural de Almeida, responsável por todas as derrotas do Clube, e o Gravatinha, que ajudava nas vitórias. Outras personagens alcançaram notoriedade: a Cabra Vadia, a Vaca Premiada, o Padre de Passeata, a Grã-fina com Narinas de Cadáver, etc. O autor usava o futebol, uma de suas grandes paixões, como um pretexto para falar de suas obsessões: o amor, a morte, a coragem e o medo, a fantasia e a realidade.

Com uma longa trajetória no meio esportivo, iniciada no rádio em 1959, chegando à função de técnico da seleção brasileira de futebol em 1969, João Saldanha assinou uma coluna no jornal O Globo de 1970 a 1974.

Eventualmente, charges acompanhavam a crônica, redigida com a informalidade que marcou o estilo de Saldanha. Quando mais de um assunto era abordado, asteriscos separavam os curtos parágrafos das diversas notas.

Outros profissionais importantes que escreveram colunas de esporte no Globo foram Lagrande, pseudônimo de Brício Filho, Mário Rodrigues Filho, Prudente de Morais Neto, com o pseudônimo de Pedro Dantas, Miranda Rosa, Haroldo Barbosa, Geraldo Romualdo da Silva, Victor Wellisch, Mauro Salles, Sérgio T. Gonçalves, Sérgio Noronha, Sérgio Cabral, Cláudio Mello e Souza, Raphael de Almeida Magalhães, Pelé, Renato Maurício Prado, Henrique Lago, Chico Anysio, Marcelo Madureira, Juca Kfouri, Lédio Carmona, César Seabra, Antônio Maria Filho, Fernando Calazans, entre outros. Atualmente, Celso Itiberê assina Pit Stop, sobre automobilismo, e Sérgio Pugliese, a coluna A Pelada como ela é, no caderno Esportes. Desde 2011, José Figueiredo escreve a seção sobre esporte Há 50 anos, nos mesmos moldes da coluna de mesmo nome publicada no Segundo Caderno desde 1975.