Destaques

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Desde o lançamento, O Globo privilegiou diversas categorias profissionais que abrilhantaram a produção jornalística ao longo dos anos. Contou com talentos na caricatura, ilustração, fotografia, colunas, seções, cadernos e suplementos. O jornal é um colecionador de prêmios em função da sua qualidade editorial e respeito ao leitor. 


Fotografias

Importantes profissionais do fotojornalismo brasileiro têm o nome associado ao de O Globo. Um dos principais, Indayassu Leite, trabalhou no jornal por quase 40 anos. Começou em 1935 como fotógrafo de plantão da madrugada. Nessa época, usava ainda a lâmpada de magnésio. Com o passar dos anos, as inovações foram se sucedendo: vieram a câmara de formato 135, a teleobjetiva, o flash eletrônico e os filmes ultra-sensíveis. 

Roberto Marinho insistia para que seus fotógrafos fossem pioneiros no uso dos novos recursos tecnológicos. Indayassu foi um dos primeiros fotógrafos no Brasil a usar a máquina com motor (que permitia o registro de sequências fotográficas), com flagrantes de Franklin Roosevelt com Getúlio Vargas, em Natal. Incentivado pelo jornalista, Indayassu percorreu o Brasil de ponta a ponta e visitou vários países da América do Sul e da Europa em busca do flagrante exclusivo.  

Roberto Marinho flagra o presidente deposto Washington Luís deixando o Palácio da Guanabara. O Globo, 24/10/1930. Arquivo/Agência O GloboO furo jornalístico era quase uma obsessão de Roberto Marinho. Ele próprio ajudou o jornal a publicar a foto histórica do presidente Washington Luiz deixando o Palácio Guanabara, em 24 de outubro de 1930. O furo só foi possível porque o jornalista botou galhos de árvores no caminho, obrigando o motorista a parar o carro que conduzia o presidente deposto. Quando o guarda tentou impedir que o fotógrafo se aproximasse, Roberto Marinho se jogou na frente dele e garantiu o flash. O flagrante foi para a primeira página da edição seguinte.  

Destacam-se também os Prêmios Esso de fotografia que O Globo ganhou ao longo da sua história. Um deles foi em 1974 com a tragédia do Joelma. O calor gerado pelas chamas do incêndio do edifício, no centro de São Paulo, levou diversas pessoas a se lançarem do alto do prédio. Antônio Carlos Piccino registrou, em “Um corpo que cai”, aquele que seria um dos momentos mais impressionantes da catástrofe. 

Ao falar da história da fotografia do jornal, não se pode esquecer o pioneirismo na  tecnologia digital. Em abril de 1993, foi publicada a primeira foto digitalizada, na editoria de Esportes. O fotógrafo Ivo Gonzalez mostrou os jogadores do Fluminense fazendo hidroginástica numa academia, no Rio de Janeiro, ao som do rock dos anos 1970. 

Outros nomes importantes da fotografia de O Globo: Jorge William, Cláudio Rossi, Erno Schneider, Alberto Jacob, Anibal Philot, Paulo Moreira, Alexandre Sassaki , Marcelo Carnaval, Custódio Coimbra, Fernando Quevedo, Marcos Alves, entre outros.