Rio Gráfica

Rio Gráfica

A Rio Gráfica tinha sede na rua Itapiru, entre os bairros do Catumbi e do Rio Comprido, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A editora tornou-se um dos maiores parques gráficos da América Latina. Editava revistas de grande circulação e fascículos, além de quadrinhos, como Almanaque do Mandrake, O Príncipe Valente e Jerônimo: o Herói do Sertão.


Guerra aos Gibis

A década de 1940 foi marcada por uma disputa: a liderança do mercado de jornais. De um lado, o dono do Diário de Notícias, Orlando Dantas. Do outro, Roberto Marinho, dono de O Globo. Esse confronto se tornou um marco na história da censura aos quadrinhos no Brasil. Na tentativa de atingir Roberto Marinho, o empresário divulgou diversos preconceitos contra as revistinhas. Aos olhos de hoje, os ataques soam ridículos.

“Orlando Dantas tem no Diário de Notícias homens cultos e equilibrados que talvez ainda possam aconselhá-lo a evitar que seu jornal role por todos os declives da desmoralização pública.” (Roberto Marinho)

No livro Guerra dos Gibis, o escritor Gonçalo Junior conta que Orlando Dantas acusava os gibis de incitar a criminalidade. Ele achava que os quadrinhos eram o ponto fraco do jornalista. Em resposta ao dono do Diário de Notícias, Roberto Marinho publicou um editorial em O Globo com o título “Como se mistifica a opinião pública – origens e razões da campanha do Diário de Notícias contra as revistas juvenis”.

Além do Diário de Notícias, outros jornais também entraram na briga: A Notícia, Correio da Manhã, Tribuna da Imprensa e Última Hora. Samuel Wainer, dono do Última Hora, aproveitou a polêmica para atacar Roberto Marinho. Acusou o jornalista de “tubarão da subliteratura infantil” e disse que ele “transformou sua editora numa  fábrica de criminosos mirins com os verdadeiros manuais de crime que eram suas revistas policiais e de quadrinhos”.