Início

Início

Inspirado na norte-americana Fundação Rockefeller, Roberto Marinho viu que era possível criar uma entidade nos mesmos moldes. Tinha nas mãos a televisão, um poderoso recurso que serviria de instrumento a favor da educação. Em pouco tempo, a Fundação Roberto Marinho se aliou à iniciativa privada e estimulou projetos que revigoraram o patrimônio histórico, o meio ambiente e o ensino no Brasil. Hoje, são quase 40 anos oferecendo educação às pessoas que estão fora da escola.  Foi para esses brasileiros que Roberto Marinho idealizou a Fundação. Seus projetos são transmitidos na TV, em livros ou pela internet, formando educadores e alunos pelo país. 


O sonho virou realidade

O diretor da Central Globo de Comunicação na época, João Carlos Magaldi, foi o anjo da guarda do projeto. Acreditou no sonho de Roberto Marinho e ajudou a tornar realidade um trabalho pensado em conjunto. Em 1977, foi criada a Fundação Roberto Marinho.

Roberto Marinho e João Carlos Magaldi, 27/06/1991. Carlo Wrede/Agência O GloboA ex-superintendente de patrimônio e meio ambiente da Fundação, Margarida Ramos, lembra o papel de Magaldi no surgimento da Fundação Roberto Marinho. “Eu acho que a Fundação nasceu realmente do Dr. Roberto. Ele soube transmitir o que queria e o Magaldi teve o talento de traduzir a ideia. Dr. Roberto queria devolver à sociedade parte dos lucros que ele vinha tendo com a empresa portentosa que estava se tornando a Globo.”

José Roberto Marinho, presidente da Fundação Roberto Marinho e vice-presidente das Organizações Globo, também acredita que o pai, de alguma maneira, queria retornar para a sociedade ações nas áreas de educação, patrimônio e meio ambiente.

“Em toda a minha vida de jornalista, a educação tem sido um tema de preocupação permanente.” (Roberto Marinho)

“O papai tinha uma visão romântica da Fundação. E tinha muito orgulho da força que aquilo tomou. Ele participou do Telecurso, que foi um achado, ao conseguir botar a televisão a serviço da educação. O Telecurso foi o exemplo central.”

Roberto Marinho dizia que o interesse dele pela educação básica era influenciado também pela própria experiência com os fatos da vida brasileira.