Década de mudanças

Década de mudanças

O final da década de 70 e o início dos anos 80 foram marcantes para O Globo. O povo ainda enfrentava a repressão, mas o Brasil percorria o caminho da democracia. Pelas páginas do jornal, a população tomava conhecimento da abertura politica promovida pelo governo Geisel. Enquanto isso, O Globo encontrava-se cada vez mais perto das comunidades. Inovações surpreendiam o leitor. Redação modernizada, novos suplementos, como os Jornais de Bairro, cor na primeira página e no Segundo Caderno. O Globo se tornava o primeiro diário brasileiro a circular no Natal e no dia primeiro de janeiro. 


Jornalismo cidadão

Lançamento do suplemento O Globo Copacabana. Arquivo / Agência O GloboA coluna Defesa do Consumidor contribuiu ainda mais para a aproximação do jornal com o leitor. Voltada para a prestação de serviços, começou a ser publicada em  novembro de 1981. Foi uma das iniciativas que atraíram a atenção do público. O consumidor que se considerava lesado pelo comerciante, reclamava no jornal, por meio de carta ou reportagem. A coluna, que existe até hoje, recebe as reclamações pela internet, cobra providências e volta com a resposta para o leitor.

O jornalista Luiz Erlanger, ex-editor chefe do jornal, lembra: “Foi do dr. Roberto Marinho  a ideia de rodar cadernos comunitários, de sair no Ano Novo. Ele sabia que O Globo não podia passar para o leitor a sensação de que o jornal era prescindível. Ele tinha essa visão de negócio associada à importância da informação.”

Em 1984, sob o comando de Evandro Carlos de Andrade, O Globo realizou um redesenho de suas páginas. O processo foi considerado o ápice da reestruturação da redação proposta pelo jornalista que instituíra as editorias e a edição de domingo, entre outras inovações. A mudança mais significativa foi no posicionamento do logotipo do jornal, que passava a ser centralizado no alto da primeira página.