O Início

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Dos quadrinhos aos livros, revistas e sites, a Editora Globo é uma empresa curadora de conteúdo de qualidade, segmentado, e presente em qualquer plataforma que faça sentido para o público. Com mais de 17 marcas no portfólio – incluindo Vogue, Casa Vogue, GQ e Glamour, após joint-venture estabelecida com a Condé Nast em 2011 –, a Editora Globo e Edições Globo Condé Nast têm 3,4 milhões de cópias mensais, 9,2 milhões de leitores, 19 websites, 11,4 milhões de visitantes únicos por mês, 40 eventos anuais, 25 aplicativos para iPhone, iPad e Android e mais de um milhão de downloads. Conta, ainda, com a marca Globo Livros, que tem mais de 1.000 títulos no catálogo de livros, de autores nacionais e internacionais, publicados em menos de dois anos. No campo digital, a marca tem 200 títulos e parcerias com os principais players do mercado, como Apple, Kobo Cultura, Google, Saraiva e Amazon.


O Globo Juvenil

Em junho de 1937, após uma negativa à proposta de sociedade a Adolfo Aizen – que tinha um número impressionante de vendas das histórias em quadrinhos – para publicar novos títulos, Roberto Marinho seguiu adiante e lançou a primeira publicação: O Globo Juvenil. O tabloide viria a ser a primeira iniciativa do jornalista no gênero, considerada pelos filhos o embrião do sonho de ter uma editora. Impresso em quatro cores, com 16 páginas, o jornal circulava em duas edições por semana, às quartas e sábados. Era a primeira vez que a marca Globo era estampada numa revista.

“Foi uma das últimas oportunidades de vê-lo sem paletó.” (George Joffre Delahaye, motorista de Roberto Marinho)

O Globo foi o preferido, o “xodó” de Roberto Marinho. Ele tinha um apego enorme pelo jornal e todas as publicações da família foram impulsionadas pela criação do impresso. Mas outra paixão que o jornalista nutria era por gibis. Daí o motivo de O Globo Juvenil, após dois anos do lançamento, tornar-se uma revista em quadrinhos.

Naquela época, as publicações eram lançadas com grandes campanhas e estratégias de marketing, como promoções, prêmios e anúncios no rádio. Georges Joffre Delahaye, o motorista de Roberto Marinho, conhecido como Joffre, conta que muitas vezes o próprio patrão se encarregava de participar pessoalmente da distribuição das revistinhas. “Foi uma das últimas oportunidades de vê-lo sem paletó. Ele encostava o carro e não tinha ninguém para ajudar a encher. Era eu e ele. Quando chegava no Globo, no Largo da Carioca, o pessoal que trabalhava por ali ajudava a tirar. Ih, muitas vezes!”.

O Globo Juvenil Mensal, 06/1943. Acervo Ed. GloboAs histórias infantojuvenis dominaram os primeiros números do Globo Juvenil. Brucutu, Ferdinando e O Capitão e os Meninos (mais tarde chamada Os Sobrinhos do Capitão) chegavam dos Estados Unidos e Inglaterra. Mais tarde, foram montadas versões em quadrinhos de clássicos como O Fantasma de Canterville, do irlandês Oscar Wilde, e O Mágico de Oz, do norte-americano Frank Baum, um dos maiores sucessos da literatura infantil.

O Globo Juvenil foi comandado por Djalma Sampaio, que ocupou o cargo por 11 anos, pelo escritor Antônio Callado e pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, que colaborou com a publicação escrevendo histórias para crianças.

No início de 1938, estimulado pela Copa do Mundo na Itália, Roberto Marinho lançou a revista O Globo Sportivo, publicada durante 20 anos. A revista tinha 52 páginas destinadas à cobertura do campeonato carioca, aos jogos da seleção brasileira, hipismo e outros esportes. Era feita em parceria com Mário Rodrigues Filho, nome importante no jornalismo esportivo da época e irmão do escritor Nelson Rodrigues, que também estreou no Globo Sportivo os primeiros textos sobre um dos assuntos que o consagrariam mais tarde: o futebol.