O legado

O legado

Roberto Marinho chegou ao ano 2000 com 95 anos de idade. Morreu três anos depois e deixou um legado para as gerações que darão continuidade ao trabalho que começou nos primeiros anos do século XX. O Globo ganhou novos diretores, lançou suplementos voltados para a responsabilidade social, como o Razão Social e o Planeta Terra que se fundiram e deram origem à revista O Globo Amanhã, para mostrar o trabalho de empresas comprometidas com o desenvolvimento e a sustentabilidade do planeta, e conquistou de vez as plataformas digitais.


Avanços

Roberto Marinho na redação de O Globo, 19/12/1995. Hipólito Pereira/Agência O GloboColaboradores diziam que tudo o que Roberto Marinho não queria era ser considerado um mau patrão. Acessível aos funcionários, não criou resistência quando, no fim da vida, teve o filho de Hélio Fernandes, dono do jornal Tribuna da Imprensa e inimigo histórico, trabalhando em O Globo.

Em julho de 2001, Rodolfo Fernandes tornou-se diretor de redação. Rodolfo dizia que a relação entre o pai e Roberto Marinho nunca influiu no seu lado profissional. “Posso dizer, com orgulho, que fiz carreira dentro de O Globo porque meu trabalho agradava. Nunca fui de ‘panelinha’. Isso acabou revertendo a meu favor”. Em entrevista ao Memória Globo, ele contou que viu Roberto Marinho apenas uma vez: “Atendi uma ou duas vezes algum telefonema que ele fazia para a redação. Ele ligava sempre para a editoria de Cidade e não para a chefia de redação. Ele gostava de falar com a chefia de reportagem que é, na verdade, o coração do jornal.”

Rodolfo Fernandes ficou no cargo até a sua morte, em 2011. Na sua gestão, foram  lançados o suplemento Razão Social, sobre empresas socialmente responsáveis, em 2003, e a Revista O Globo, em 2004. Dois anos depois, a revista Rio Show foi reformulada e lançada em novo formato.