Rio Gráfica

Rio Gráfica

A Rio Gráfica tinha sede na rua Itapiru, entre os bairros do Catumbi e do Rio Comprido, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A editora tornou-se um dos maiores parques gráficos da América Latina. Editava revistas de grande circulação e fascículos, além de quadrinhos, como Almanaque do Mandrake, O Príncipe Valente e Jerônimo: o Herói do Sertão.


Os três “erres”

Revista Bolota, n° 1. Acervo Ed. Globo

O senso de oportunidade nos negócios fez com que a Rio Gráfica lançasse, nos anos 1960, três revistas infantojuvenis que fizeram sucesso durante anos: Reizinho, Recruta Zero e Riquinho.

Reizinho era um dos personagens mais antigos e adorados dos quadrinhos. Recruta Zero, um personagem criado pelo cartunista americano Mort Walker. E Riquinho circulou por 16 anos. Os gibis eram um estouro de vendas, e alguns personagens ganharam títulos próprios como Bolota, Brotoeja e Tininha. 

“Roberto Marinho sorteava karts de corrida comprados nos  Estados Unidos entre os leitores do gibi. Assim começou o kart no Brasil.” (José Aleixo, ex-assessor da presidência das Organizações Globo) 

Roberto Irineu foi um grande aliado do pai e entrou adolescente para o mundo da comunicação. Aos 15, 16 anos, conheceu as oficinas de O Globo. Foi repórter de polícia e da seção feminina. Depois, assumiu a direção da Rio Gráfica na época em que o carro-chefe eram as revistas em quadrinhos. Nesse período também foram lançadas as revistas Destino e Cartaz.

“Vaidoso como toda criança, achei que podia aceitar o convite para dirigir a Rio Gráfica, apesar de não ter a menor condição para isso. Trabalhei lá até 1971. Nesse período, lançamos a Cartaz, uma revista semanal que fez grande sucesso. Depois, voltei para o jornal.”

A responsável pelo profissionalismo dos quadrinhos na Rio Gráfica e no Brasil, a editora Sonia Hirsch, lembra a convivência diária com o herdeiro. “Quem cuidava de tudo era o Roberto Irineu, um profissional muito dedicado e que, por gostar de quadrinhos, sempre participava da produção das revistas.”