Formação do SGR

Formação do SGR

A liderança de audiência da Rádio Globo nos anos 1960 fez com que Roberto Marinho quisesse ir mais longe. Em 1965, comprou as rádios paulistas Excelsior e Nacional. O crescimento da rede foi marcado ainda pela compra da Rádio Mundial, da Rádio BEAT98 (que nasceu da EldoPop FM, depois 98 FM), e pela criação da Globo FM, da BH FM e da CBN, além da incorporação de diversas afiliadas por todo o país. O Sistema Globo de Rádio conta hoje com 11 emissoras próprias e 61 afiliadas que levam notícia e entretenimento para todo o Brasil.

 


Rádio Mundial

Em 1966, foi a vez de a Rádio Mundial, antiga Rádio Clube do Brasil, ser integrada ao Sistema Globo de Rádio. Ocupava o dial 860 kHz AM e era voltada para o público jovem. A Mundial teve importantes programadores musicais, tais como Nelson Motta, Plínio Gesta, Urgel de Castro, Pedro Júlio Lara Camelo e Nilton Alvarenga Duarte, o Big Boy, um dos mais importantes e influentes disc jockey do rádio brasileiro. Big Boy assumiu a direção da rádio e inovou com um estilo de locução informal e irreverente. Os slogans “860, Mundial!!!” ou “Hello, crazy people! Aqui é o Big Boy falando na Mundial” chamavam a juventude para sintonizar na rádio. Nessa época, a Mundial vivia uma competição acirrada com a Rádio Tamoio, das Emissoras Associadas, também com uma programação dedicada ao público jovem. Dedicada ao rock e à black music, a Rádio Mundial, em agosto de 1969, transmitiu ao vivo o festival de Woodstock. Em 1971, foi eleita a emissora do ano pela Revista Propaganda.

Festival de Woodstock, 1969. Acervo Ed. GloboA partir dos anos 1980, com o aumento da audiência das emissoras FM, em especial das rádios que tocavam música, a Mundial foi deixando de ser referência.

Nos anos 1990, surgiu a Rádio CBN, uma rádio all news em rede nacional. Começou na frequência 1180 kHz da Eldorado AM mas, em 1996, o antigo sinal da Rádio Mundial, 860 kHz, foi ocupado definitivamente pela CBN, e a frequência anterior foi liberada. Nesse mesmo ano, a Mundial voltava ao ar no dial 1180 kHz, tocando samba e pagode, além de transmitir as corridas de cavalo do Jockey Club do Brasil.

Em 2002, a frequência da Mundial foi revertida à ONG Viva Rio, e ela adotou o nome Viva Rio AM. A partir de 2005, porém, o contrato com a Viva Rio se encerrou, e a Mundial voltou novamente ao ar, tocando músicas sem parar. Três anos depois, a emissora ganhou um ar mais jornalístico, intercalando notas com execuções musicais. Em janeiro de 2009, a Rádio Mundial encerrou suas atividades.