Destaques

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Desde o lançamento, O Globo privilegiou diversas categorias profissionais que abrilhantaram a produção jornalística ao longo dos anos. Contou com talentos na caricatura, ilustração, fotografia, colunas, seções, cadernos e suplementos. O jornal é um colecionador de prêmios em função da sua qualidade editorial e respeito ao leitor. 


Social

Ibrahim Sued criou bordões que entraram para o folclore do colunismo brasileiro: “De leve“, “Sorry, periferia”, “Ademã que eu vou em frente”, entre outros. Foi trabalhar no O Globo a convite de Roberto Marinho por causa de uma fotografia feita após a Segunda Guerra Mundial, em 1946. Quem conta é o ex-diretor de redação, Henrique Caban: “ Ibrahim estava cobrindo a visita do então comandante das tropas aliadas, general Dwight Eisenhower ao Brasil. Ele fez uma foto em que o político e líder da oposição, Otávio Mangabeira, parecia beijar a mão do americano.” A foto ficou famosa e os críticos diziam que era o símbolo do “ servilismo “ brasileiro diante dos Estados Unidos.

Entre 1954 e 1993, Ibrahim Sued assinou  uma coluna diária com o registro de festas e atividades sociais, passando por notas com os bastidores da política e da economia. O ex-diretor de Jornalismo, Evandro Carlos de Andrade, lembrou, em entrevista ao Memória Globo, que Ibrahim só publicava notas relevantes: “ Esse era o segredo. O Ibrahim não admitia botar na coluna personagens de segunda linha, isso não existia para ele. A história podia ser interessante, se o personagem não fosse o que ele considerava de primeira linha, não entrava na coluna.” 

Essa mistura de colunismo social com reportagem fez escola. Foi quando surgiu a coluna do Swan que seria escrita por Zózimo Barroso do Amaral, Fred Suter, Ricardo Boechat, Carlos Leonan e Fernando Zerlottini. Em 2001, o jornalista Ancelmo Góis assumiu o espaço. A coluna adotou o nome do jornalista em setembro do mesmo ano.

Outra coluna importante foi a da jornalista Nina Chaves. Na década de 1960, ela criou um novo estilo de pequenas notas. Com requinte e estilo, falava de assuntos diversificados. Paranaense, assinava a sua página nas edições de sábado. Além de colunista, Nina também escrevia crônicas, foi a primeira editora de moda criativa do Brasil e uma das precursoras do caderno Ela.

A colunista Hildegard Angel. Ela divulgava festas e casamentos da alta sociedade. “O colunismo sempre teve um papel importante. Muitas vezes, pauta o jornal, forma opinião, orienta comportamentos”, comenta Hildegard que saiu em 2003. Nessa época, estreou a coluna Gente Boa, sobre personalidades da cidade e variedades. Publicada no Segundo Caderno, era editada por Joaquim Ferreira dos Santos. O jornalista deixou O Globo em 2013 e a coluna passou a ser assinada por Cleo Guimarães e colaboradores.