Década de 1970

Década de 1970

Nos anos 1970, a Globo virou líder de audiência com um modelo de grade de programação horizontal e vertical, exibida de segunda a sábado, e o horário nobre preenchido por duas novelas intercaladas pelo Jornal Nacional, o carro-chefe da programação.


Tecnologia

Foram duas as principais inovações tecnológicas surgidas na década de 1970, que tiveram influência direta na operação e na qualidade dos produtos da emissora: a chegada da cor em 1972, e a adoção do ENG (Eletronic News Gathering) pelo jornalismo, em 1976. Um ano antes, a Globo iniciara a transmissão de todos os seus programas em VT (videotape), inclusive os comerciais.

Já em 1970, por ocasião da Copa do Mundo do México, a Globo recebeu um sinal experimental em cores, da Embratel, em sua sede no Rio de Janeiro. Foi introduzida também uma novidade tecnológica de ponta: o replay, usado pela equipe da emissora mexicana Televisa. O ano também foi marcado por uma inovação fundamental para o jornalismo e para a teledramaturgia da emissora: a aquisição de câmeras portáteis, que deram mais agilidade às coberturas e às produções. Com isso, foram introduzidas as fitas U-Matic, no jornalismo, e as de uma polegada, na produção de teledramaturgia.

Outra importante novidade tecnológica implantada na década de 1970 foi o Centro de Pós-Produção da Globo, o primeiro da América Latina, responsável pela edição e sonorização das novelas e shows produzidos. Inaugurado em 1978,  contava com oito ilhas de VT, três salas de sonorização, uma central técnica e um slow-motion, possibilitando maior rendimento de tempo e custo na produção dos programas.

“Hoje, parece óbvio segmentar a produção, mas não era assim que funcionava. O processo era meio confuso. O programa era gravado quase ao vivo. O ator fazia uma cena e, se errasse, ou se a cena tivesse continuidade, ele era avisado de que tinha o cue. Então, parava naquela frase e ficava esperando o ponto de continuar a fala, para que se pudesse depois editar o VT. A trilha sonora era definida na hora. Tudo misturado. O Adilson Pontes Malta propôs gravar as cenas e montá-las. Só depois de montadas, seriam inseridos a música e os ruídos, se fosse o caso. Esta mudança melhorou muito a qualidade dos programas gravados”, conta Fernando Bittencourt.