Década de 2010

Década de 2010

Nos primeiros anos da segunda década do século XXI, a qualidade dos produtos da Globo continuou sendo reconhecida tanto internamente, quanto fora do país. Às vésperas de completar 50 anos, a televisão criada por Roberto Marinho nos anos 1960 faturou três prêmios Emmy Internacional, um de melhor telenovela – com o remake de O Astro –, um na categoria Comédia – com o seriado Mulher Invisível – e o conferido ao Jornal Nacional, na categoria Notícia, pela cobertura da ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão pelas forças públicas de segurança do Rio de Janeiro, em 2010. Nessa década, as redes sociais entraram em cena na estreita relação do público com a televisão.

No comando da emissora, Octávio Florisbal deixou a direção geral em dezembro de 2012 e passou a fazer parte do Conselho de Administração das Organizações Globo. Carlos Henrique Schroder, até então diretor geral de Jornalismo e Esportes, assumiu o cargo de diretor geral da emissora com a missão de aprimorar a qualidade da programação e promover a criatividade e a inovação nos conteúdos para TV e para as demais plataformas digitais.


Tecnologia

Na década de 2010, a Globo continuou a investir e a apostar em novos recursos tecnológicos. A Copa do Mundo de Futebol de 2010, na África do Sul, foi a primeira a ser transmitida pela TV em Full HD e também, em resolução para dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Os 170 profissionais enviados para o evento fizeram toda a cobertura utilizando equipamentos digitais e laptops com softwares de edição e aptos a enviar matérias por redes de Internet 3G.

Outra inovação foi o uso da câmera aérea no jogo de despedida do jogador Ronaldo, em 2011, que transmitiu takes exclusivos ao espectador. Nesse mesmo ano, a corrida de São Silvestre foi transmitida pela primeira vez 100% em HDTV.

No carnaval de 2011, o desenvolvimento de uma aplicação para uso em tela touch screen permitiu uma melhor dinâmica na apresentação. A tecnologia foi implantada nos cenários dos telejornais Bom Dia DF, DFTV e Globo Esporte, de forma associada aos recursos de grafismo, e também no Jornal da Globo e SPTV.

Na Fórmula 1, em 2012, a Globo inovou ao ampliar o número de câmeras e ao levar o ex-piloto e comentarista Luciano Burti ao grid para conversar ao vivo com os pilotos, minutos antes das corridas.

Nesse ano, a Globo inaugurou a UM HD-3, nova unidade móvel HD com dupla expansão para produção de eventos de Jornalismo e Esporte, com capacidade para até 30 câmeras, incluindo três câmeras super slow e uma hyper slow. Também em 2012, após uma denúncia de desmatamento da floresta Amazônica, a Engenharia da Globo desenvolveu para o Jornalismo uma tecnologia com câmeras e GPS para flagrar a ação de quadrilhas envolvidas no roubo de árvores. A matéria, veiculada no Jornal Hoje e no Fantástico, venceu o 6º prêmio Allianz Seguros de Jornalismo, na categoria Telejornalismo.

Em 2013, durante a Copa das Confederações de Futebol, realizada no Brasil, a Globo estreou o Campo Virtual, tecnologia que permitiu que os comentaristas participassem digitalmente do campo de jogo, podendo analisar os lances em um ambiente tridimensional, com os jogadores exibidos em tamanho real. Outra novidade foi a Mesa Tática, “um jogo de botão do terceiro milênio”, de acordo com o apresentador Thiago Leifert. A tecnologia analisa o esquema tático da equipe e reproduz o posicionamento dos atletas durante a partida. Na Copa do Mundo de Futebol de 2014, a Globo aperfeiçoou a tecnologia que permitiu maior interatividade entre profissionais e bonecos virtuais em análises táticas.

Na dramaturgia e no entretenimento, um dos grandes destaques foi o uso da cenografia virtual e do backlot, recurso de computação gráfica que permite a inserção de vídeos com imagens reais ao fundo das cenas. A tecnologia foi usada com sucesso, em 2011, no seriado Tapas e Beijos, com uma ambientação virtual do bairro de Copacabana. No ano seguinte, a tecnologia foi aperfeiçoada com a captura em maior resolução, permitindo o movimento de câmeras, sucesso comprovado na novela Guerra dos Sexos.

Ainda em 2012, estreou no programa Encontro com Fátima Bernardes um sistema de produção 360º com o conceito de Video Mapping, trazendo para a área artística a possibilidade de interação do cenário com o tema em discussão.

Na exibição e na distribuição, a Globo continuou a investir na ampliação e fomentação da adoção da TV Digital Terrestre no Brasil. Em 2014, já cobria mais de 60% das residências no país com o sinal em alta resolução.

Na década de 2010, a Globo investiu cada vez mais em novas mídias, com a produção de conteúdos exclusivos para a Internet. Foram desenvolvidos diversos aplicativos interativos como estratégia para oferecer uma experiência complementar em celulares e televisores digitais. Em 03/11/2015, foi lançada o Globo Play, uma nova plataforma digital de vídeo on demand que disponibiliza a programação da Globo. Através do aplicativo e do endereço globoplay.globo.com, é possível acessar o conteúdo da tv de todos os lugares e a qualquer momento, em smartphones, tablets, computadores e televisores smart.