O Início

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A gravadora Som Livre foi criada em 1969 com o objetivo principal de pôr à disposição do público as trilhas sonoras das novelas e minisséries da Rede Globo, e ao mesmo tempo incentivar a música popular brasileira, abrindo portas para novos talentos e revitalizando o repertório de músicos tradicionais e consagrados.


Trilhas marcantes

“Naquela época, a responsabilidade que a gente tinha era muito maior. Não tinha quase a interferência do autor ou diretor, nem direção musical da Globo respondendo pelas trilhas. A abertura, por exemplo, era sempre o Boni que escolhia, obviamente com o aval do autor. Demandava um trabalho muito maior, e nós éramos poucos”, explica Guto Graça Mello.

“Era uma novela atrás da outra, cerca de seis novelas por ano.” Guto Graça Mello, diretor de produção musical

Em 1975 estreia Gabriela, adaptada da obra de Jorge Amado, com 12 canções inéditas. “Para mim, a trilha produzida pelo Guto Graça Mello para Gabriela é uma das melhores da história de trilhas sonoras”, declara Boni. Dorival Caymmi compôs o clássico tema da abertura, Modinha Para Gabriela, que ganhou a interpretação de Gal Costa. A canção Alegre Menina, na voz de Djavan, trazia a música de Dori Caymmi para um poema escrito por Jorge Amado.

Roque Santeiro, 1985. Som LivreOutra trilha que marcou época foi a da novela Dancin’ Days, que vendeu quase um milhão de cópias. “Foi um sucesso arrasador”, comenta Boni. O tema da abertura, composto por Nelson Motta e Ruban Barra, e interpretado pelas Frenéticas, foi parar nas pistas de dança de todo o país.

Até o final da década de 1980, duas outras trilhas sonoras bateram essa marca de vendagem: Roque Santeiro, de 1985, vendeu 1,3 milhão de discos e levou a Som Livre a deixar, pela primeira vez, de produzir a trilha internacional de uma novela para lançar um segundo volume da trilha nacional. Fato que se repetiu com a novela Tieta, de 1989, que bateu um milhão e meio de cópias vendidas.