Obras de Arte

Obras de Arte


Ariano Suassuna

Ariano Suassuna, A Infância, 1983. Óleo, guache, nanquim/papel. Foto: Cristiana Isidoro
Ariano Suassuna, A Infância, 1983.
Óleo, guache, nanquim/papel. Foto: Cristiana Isidoro

Ariano Suassuna, O Mundo do Sertão, 1983. Óleo, guache, nanquim/papel. Foto: Cristiana Isidoro
Ariano Suassuna, O Mundo do Sertão, 1983.
Óleo, guache, nanquim/papel. Foto: Cristiana Isidoro

Ariano Suassuna, A Acauhan, ou, A Malhada da Onça, 1983. Óleo, guache, nanquim/papel. Foto: Cristiana Isidoro
Ariano Suassuna, A Acauhan, ou, A Malhada da onça, 1983.
Óleo, guache, nanquim/papel. Foto: Cristiana Isidoro

Ariano Suassuna, O Sol de Deus, 1983. Óleo, guache, nanquim/papel. Foto: Cristiana Isidoro
Ariano Suassuna, O Sol de Deus, 1983.
Óleo, guache, nanquim/papel. Foto: Cristiana Isidoro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Roberto Marinho adquiriu, na década de 1980, uma série de álbuns artesanais, pintados e escritos à mão, com 10 trabalhos que reúnem textos e ilustração, fundindo a iluminura medieval com os processos modernos de gravação em papel. As duas obras seguem os princípios da pintura e da gravura armoriais, extraídos, por sua vez, da xilogravura popular nordestina. O artista explica a sua obra: “No meu trabalho esta é uma primeira tentativa de integrar – e não apenas apor – texto e ilustração: dez sonetos feitos com motes ou sobre temas alheios. Sonetos escritos e ilustrados por mim, numa tiragem de cinquenta exemplares, com letras manuscritas e coloridas a mão. As letras usadas basearam-se nos ferros de marcar o gado e na caligrafia das escrituras sertanejas do século XVIII.”

Em relação ao trabalho O Mundo do Sertão, Suassuna escreveu: “O Sertão como marca do enigma do mundo. Emblemas familiares, alusões à inconformidade com o mundo, ao sonho de chegar ao sagrado”.

Sobre a A Infância, o artista escreve: “No Planalto sertanejo, as lutas familiares de 1912 a 1930. O marco terrível e ao mesmo tempo luminoso do Pai.”.

Suassuna escreve a respeito de A Acauhan, ou, A Malhada da Onça: “No Planalto sertanejo, onde se fixaram aqueles antepassados, duas fazendas da rude civilização do couro. Lembrança do Pai. Seu significado para a vida e para a morte”.

Em O Sol de Deus, Suassuna diz: “ A moça Caetana como porta para Deus. Identificação final entre a Moça Caetana e a Mulher Vestida de Sol.”