Arte e Cultura

Leitor voraz, amante da boa música e de filmes clássicos na juventude, Roberto Marinho chegou à maturidade com um gosto refinado. Aos 35 anos, começou a organizar uma valiosa coleção de obras de arte. Amigo de pintores e frequentador assíduo de ateliês, como os de Pancetti e Portinari, reuniu ao longo da vida quase 1.400 peças do modernismo e do abstracionismo. Na casa onde morava, no Cosme Velho, os quadros, além das esculturas e das obras barrocas, encantavam amigos e personalidades que iam visitar a família. Convidados que, muitas vezes, participaram de encontros culturais com a presença de artistas, como Pixinguinha, Cacilda Becker, Djanira e de escritores como José Lins do Rêgo e Nelson Rodrigues.