Perfil

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“Não sei se sou consequência das minhas qualidades ou dos meus defeitos. As minhas qualidades são conhecidas por poucas pessoas que convivem comigo. E os meus defeitos são apontados por muitas pessoas que me desconhecem. Eu não sei se devo preferir o conceito das pessoas que me desconhecem ou daquelas que convivem comigo. De modo que eu deixo essa questão com a admirável plateia que me escuta.” (Roberto Marinho, em discurso na Universidade Sorbonne, em Paris, França)  


Competidor saudável

A Urca foi um dos bairros que Roberto Marinho escolheu para morar quando deixou a casa da mãe, dona Chica. O endereço ficava perto do Cassino da Urca, onde ele conheceu dois de seus grandes amigos: César de Mello e Cunha e Raymundo de Castro Maya.

O jornalista Pedro Bial, no livro Roberto Marinho, conta: “Na casa da Urca, a três quadras do Cassino, tornou-se vizinho dos seus shows e, principalmente, de suas coristas, vedetes e estrelas. Roberto Marinho jamais gostou de jogos de azar, um tipo de competição que não o atraía, pois se perde mais do que ganha. E ele sempre gostou de vencer no final”.

“Sempre procurei agir com a maior clareza e lisura em tudo que realizei como empresário e como homem.” (Roberto Marinho)

Seja nas corridas de carro, na disputa pelo melhor mergulho ou pela liderança dos seus negócios no mercado, o jornalista não gostava da palavra "derrota". Parentes e colaboradores o definiam como um homem exigente, simples e sedutor, entre tantos outros "defeitos" e qualidades. Num aspecto, todos concordavam: Roberto Marinho tinha uma garra impressionante. Era respeitado até pelos adversários. Foi um líder.

João Roberto lembra que o pai adorava desafios. “Quanto mais difícil, mais briga, mais luta, mais ele gostava. Eram elementos de motivação. Uma espécie de combustível. Ele se sentia bem correndo riscos. Empenhou a vida para construir a TV Globo. Tinha muita coragem.”