Arte

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Roberto Marinho começou a colecionar quadros na década de 1930. Não recorria a marchands. Era amigo de pintores e adquiria as peças diretamente em ateliês. Comprava por opção pessoal, com o coração. Frequentava vernissages, exposições e bienais, desenvolvendo o gosto refinado pela arte e pela cultura que o acompanhou a vida inteira.


Empréstimo de obras

Além das exposições da própria coleção, Roberto Marinho cedeu obras de arte para mostras em diversas ocasiões. O coordenador do acervo, Joel Coelho, cita Di Cavalcanti, Guignard e Tarsila do Amaral como os artistas mais requisitados. Obras da pintora chegaram a ser emprestadas para exposições em Paris, na França, e na Espanha.

Receberam telas do jornalista a Exposição Portinari, organizada pelo Ministério da Educação em 1939; a Exposição Arte Moderna no Brasil, no MAM-RJ, com a colaboração do MNBA de Buenos Aires e a embaixada do Brasil na Argentina, em 1957; a Retrospectiva Antonio Bandeira, também organizada pelo MAM do Rio, em 1969; a exposição Cem Obras Primas de Portinari, do MASP, em 1970; a Retrospectiva Di Cavalcanti, no MAM de São Paulo, em 1971; e a Exposição Mário Pedrosa Arte, Revolução, Reflexão, realizada no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1991.

O presidente da Fundação Roberto Marinho e vice-presidente das Organizações Globo, José Roberto Marinho, comentou a herança deixada pelo pai por meio de sua coleção de arte. “Ele fez uma belíssima coleção. Nós estamos preparados para colaborar com várias exposições, mandando os quadros corretos de acordo com o perfil de cada mostra. Isso tem uma repercussão boa e ajuda o ensino da arte pelo Brasil.”