Arte

Arte

Roberto Marinho começou a colecionar quadros na década de 1930. Não recorria a marchands. Era amigo de pintores e adquiria as peças diretamente em ateliês. Comprava por opção pessoal, com o coração. Frequentava vernissages, exposições e bienais, desenvolvendo o gosto refinado pela arte e pela cultura que o acompanhou a vida inteira.


Exposições

Documento vivo e valioso, a coleção de obras de arte de Roberto Marinho esteve presente em diversas exposições no Brasil e no exterior. A partir de 1983, passou a ser organizada por um conselho curador. Os especialistas dividiram o acervo de acordo com as categorias Interiores, Figuras e Paisagens e Abstração.

A primeira exposição da coleção Roberto Marinho foi organizada por Max Perlingeiro. Seis Décadas de Arte Moderna na Coleção Roberto Marinho, inaugurada no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, em 1985, foi vista por mais de cem mil pessoas. Aberta ao público,  mostrou quadros de Pancetti, Di Cavalcanti, Portinari e Guignard; e obras do núcleo Abstração x Figuração. A exposição contou também  com atividades voltadas para crianças e jovens, além de espetáculos musicais, teatro e palestras. Houve, ainda, a publicação de um livro, que ganhou, em 1986, o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro como a melhor publicação de arte editada no Brasil naquele ano.