Família

Família

Roberto Pisani Marinho nasceu no dia 3 de dezembro de 1904. Foi o primeiro dos cinco filhos do jornalista Irineu Marinho Coelho de Barros e da dona de casa Francisca Pisani Barros Marinho, chamada por todos de D. Chica. Tinha uma admiração incondicional pelo pai, de quem seguiu a profissão de jornalista. Da mãe italiana, herdou o faro e o impulso nos negócios. Pai, avô, bisavô, foi uma referência para os filhos, hoje dirigentes das Organizações Globo que levam adiante o legado deixado pelo empresário. 


Lily, o amor da juventude

Em setembro de 1991, o jornalista casou-se com Lily de Carvalho Marinho, viúva do empresário e fazendeiro Horácio de Carvalho, dono do Diário Carioca. Lily nasceu na Alemanha e foi criada na França. Os dois se conheceram no fim dos anos 1930. João Roberto conta que eles foram namorados nessa época: “Ele gostou muito da Lily. Encantou-se com ela. Mas não queria se casar. E ela, então, disse para ele que iria escolher outra pessoa. Ela queria se casar.”

Roberto Marinho e Lily Marinho, 08/1990. Arquivo/Agência O GloboRoberto e Lily reencontraram-se numa festa, 50 anos depois, e resolveram que não haveria mais partidas. Foram felizes enquanto estiveram juntos, mesmo dividindo um sofrimento em comum: cada um perdeu um filho.

A ex-secretária de Roberto Marinho na TV Globo, Liana Coimbra Faria, relembra o comportamento dele com a nova paixão. “Ele se tornou outra pessoa quando D. Lily apareceu na vida dele. Era um homem apaixonado. Passeavam de mãos dadas na praia, viajavam, davam festas no Cosme Velho. Nunca brigaram. Ele foi muito feliz com ela.”

João Roberto recorda que Lily Marinho era uma esposa ciumenta: "E ele alimentava isso. Implicava e provocava o ciúme nela. Mas, com a Lily, houve um renascimento. Acendeu uma chama nele muito interessante. Ela foi bárbara.” 

Para Roberto Irineu, Lily era uma pessoa iluminada. “Ela era brilhante. Engraçada, brincava com ele, costurava as pernas e os braços do pijama e ele ficava indignado de noite, tentando vestir. Coisas assim, brincadeiras de criança.”

“É preciso coragem para viver uma grande paixão aos 84 anos.” (Lily Marinho)

José Roberto também tem boas recordações de Lily ao lado do pai. “Um amor numa idade avançada, mostrando que você pode recomeçar, que é importante ter uma companhia. Papai se encantou com ela. Inteligente, divertida, conhecedora do mundo."

Lily Marinho morreu em 2011, no Rio de Janeiro. A última companheira de Roberto Marinho estava com 89 anos.