Automobilismo

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No início do século, o carro de corrida, em geral, era sem capota e tinha dois lugares. Mas foi num Voisin – um modelo francês, com quatro portas e de linhas avançadas para a época – que Roberto Marinho participou da sua primeira corrida, em 1933. Daí para a frente, a paixão pelo automobilismo não parou mais. O jornalista gostava de dirigir em alta velocidade e ganhou o primeiro carro hidramático do Brasil, um Oldsmobile.


Na estrada

Circuito da Gávea, prova automobilística no Rio de Janeiro, em 1948. Arquivo/Agência O Globo Roberto Marinho tinha fascínio pelos carros e corridas de automóveis. Interessava-se por novidades e acompanhava os lançamentos da Mercedes Benz, Lancia, entre outras fábricas. Teve modelos clássicos como Cadillac, Isotta Franschini, Packard, várias Mercedes, além do Voisin. Em entrevista ao Memória Globo, Joffre, seu motorista, contou que ele ganhou da concessionária o primeiro modelo hidramático do Brasil, o Oldsmobile.

Roberto Marinho também apostava corrida utilizando outro modelo de carro, o Lancia. Na estrada, travava disputas com o amigo Manuel de Teffé, corredor famoso do Circuito da Gávea.

“Os dois faziam corridas na antiga estrada Rio-Petrópolis – mão e contramão, aquela estradinha estreita, sinuosa e linda”. (Cláudio Mello e Souza)

A evolução da indústria brasileira era acompanhada com entusiasmo pelo jornalista. Ele se animava com a abertura de estradas e fez questão de experimentar o asfalto da nova Rio-Bahia. Gostava de dirigir em rodovias. Mesmo depois que começou a andar de helicóptero, muitas vezes preferia fazer as viagens de carro.

Em 16 de abril de 1980, Roberto Marinho recebeu das mãos do príncipe Paul Von Metternich a medalha de honra da Federação Internacional de Automobilismo.