A biblioteca de Roberto Marinho é de valor cultural inestimável. Com mais de 14 mil volumes, reflete, sobretudo, seu interesse por literatura, história e arte. Uma instalação simbolizou a biblioteca, mostrando exemplares raros de livros sobre literatura, arte, história, educação, ciências sociais, muitos com dedicatória de autores, como Clarice Lispector, Gilberto Freyre, Antônio Callado, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, João Ubaldo Ribeiro, Manuel Bandeira, Nelson Rodrigues e Rubem Braga.

 

Roberto Marinho era filiado à Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil, responsável pela publicação de importantes obras literárias nacionais ilustradas por artistas brasileiros. Entre os livros raros expostos na instalação estavam Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, ilustrada por Cândido Portinari (1944); A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água, de Jorge Amado, com desenhos de Di Cavalcanti (1962); e Campo Geral, de Guimarães Rosa, ilustrada por Djanira (1964). No espaço da Biblioteca estavam também o fardão, o chapéu e a espada usados por Roberto Marinho em 1993, quando tomou posse na cadeira de número 39 da Academia Brasileira de Letras. Um vídeo com depoimentos de acadêmicos da ABL completou a instalação.