Em 18 de julho de 1911, Irineu Marinho lançou um dos mais modernos jornais das primeiras décadas do século XX. Noticiosa, ágil, com linguagem acessível e ricamente ilustrada com fotografias, charges e caricaturas, A Noite conquistou imediatamente o público carioca.


O Faquir

"A sensacional história de um fakir", a mais célebre reportagem do vespertino de Irineu Marinho. A Noite, 14/12/1915. Arquivo/Memória GloboEm 1915, para denunciar o charlatanismo e crendice popular, a equipe do jornal inventou o faquir hindu Djogui Harad, interpretado pelo repórter Eustachio Alves. O falso faquir, auxiliado por seus assistentes, atendeu centenas de clientes num consultório especialmente montado para a reportagem. No dia 14 de dezembro, após um mês de funcionamento do consultório, a polícia prendeu a trupe. A Noite publicou uma série com todos os detalhes da produção da reportagem, desde a caracterização dos personagens e das instalações, até as histórias dos consulentes. A reportagem teve inúmeros desdobramentos, dentre eles um filme, que incluía a cena da prisão, filmada em tempo real a pedido de A Noite; peças de teatro e conferências em outros estados do país, ministradas pelo repórter.