Em 18 de julho de 1911, Irineu Marinho lançou um dos mais modernos jornais das primeiras décadas do século XX. Noticiosa, ágil, com linguagem acessível e ricamente ilustrada com fotografias, charges e caricaturas, A Noite conquistou imediatamente o público carioca.


Oito Batutas

Se não fossem o Arnaldo Guinle e o Irineu Marinho não existiriam os ‘Oito Batutas” (Donga). 

Irineu Marinho foi um dos grandes incentivadores do conjunto musical Oito Batutas, liderado pelos compositores Pixinguinha (Alfredo da Rocha Viana Filho) e Donga (Ernesto Joaquim Maria dos Santos). A partir de 1921, A Noite fez uma cobertura elogiosa quase que diária da agenda do grupo, criticando sistematicamente o preconceito racial de que o grupo era alvo.

Donga, em entrevista concedida ao Museu da Imagem e do Som declarou que Irineu Marinho “foi um Deus para os ‘Oito Batutas’. Se não fossem o Arnaldo Guinle e o Irineu Marinho não existiriam os ‘Oito Batutas”. Quando Irineu Marinho embarcou para a Europa, em 1924, o conjunto foi ao cais do porto para homenageá-lo.