Em 1924, após graves problemas de saúde, Irineu Marinho embarcou para a Europa, em busca de tratamento e repouso. Com a eclosão da Revolução Tenentista de São Paulo, a viagem tornou-se também uma espécie de autoexílio. A volta só aconteceria no ano seguinte, quando o jornalista recebeu a notícia de que havia perdido o jornal A Noite.


Temporada de cura

Cartão postal de Irineu Marinho para o amigo Antônio Leal da Costa, dando notícias da viagem e da saúde. Gênova, 31/05/1924. Arquivo/Memória GloboIrineu Marinho enfrentou, ao longo da vida, inúmeros problemas de saúde. Crises estomacais, hepáticas, renais e pulmonares o obrigaram fazer, por diversas vezes, temporadas de cura fora da cidade. Em 1924, após uma delicada cirurgia na pleura, partiu em busca de repouso e tratamento nas estações de água europeias. Além de Irineu Marinho, D. Chica e dos filhos Heloísa, Roberto, Ricardo, Hilda e Rogério Marinho, faziam parte do grupo o médico José Julio Velho da Silva, noivo de Heloísa Marinho; Castellar de Carvalho, amigo e redator de A Noite; seu filho Joel de Carvalho; e a governanta Irma Geiser. Após o período de tratamento em Montecatini, na Toscana, o grupo visitou as principais cidades italianas. Depois, conheceriam a Genebra, Paris, Madri e, finalmente, Portugal.