Em 1924, após graves problemas de saúde, Irineu Marinho embarcou para a Europa, em busca de tratamento e repouso. Com a eclosão da Revolução Tenentista de São Paulo, a viagem tornou-se também uma espécie de autoexílio. A volta só aconteceria no ano seguinte, quando o jornalista recebeu a notícia de que havia perdido o jornal A Noite.


Autoexílio

A viagem à Europa ganhou novo significado em meados de 1924. No dia 05 de julho daquele ano eclodiu a Revolução tenentista de São Paulo, liderada por Isidoro Dias Lopes. A reação do governo federal foi das mais violentas, com perseguições, prisões, deportação de jornalistas e censura à imprensa. A estadia de Irineu Marinho na Europa tornou-se, a partir de então, uma espécie de autoexílio. Com a certeza de que seria preso assim que desembarcasse no país, devido à postura oposicionista de A Noite, Irineu Marinho adiou por diversas vezes a data de seu retorno. Não podia mais correr o risco de ser encarcerado, como em 1922.

A viagem só terminaria em fevereiro de 1925, após Irineu Marinho receber a notícia de que havia perdido A Noite.