Filho de imigrantes portugueses, Irineu Marinho mostrou sua vocação para o jornalismo ainda na escola, nos jornais estudantis de Niterói. Aos 16, ingressou na imprensa da então capital federal. Colaborou com alguns dos diários mais importantes do Rio de Janeiro antes de fundar seu próprio jornal, A Noite, em 1911.


Na capital

O jornalista Manoel de Oliveira Rocha, o Rochinha. Arquivo/Memória GloboAinda na época da escola, Irineu Marinho trabalhou como suplente de revisão do jornal Diário de Notícias, então dirigido por Antônio Azeredo. Em 1893, por sugestão do amigo Antônio Leal da Costa, fez um concurso e foi selecionado para revisor da Gazeta de Notícias, um dos matutinos mais importantes da então capital federal. Além do trabalho como revisor, realizou reportagem sobre os primeiros acontecimentos da Revolta da Armada. No ano seguinte, aceitou o convite para trabalhar em A Notícia, vespertino de Manoel de Oliveira Rocha. Conhecido como Rochinha, o jornalista, que foi um dos grandes mestres de Irineu Marinho. Nesse jornal também desempenhava a função de revisor. Sua vontade, no entanto, era ser repórter. Assim, saiu de A Notícia e foi para A Tribuna, jornal de Antônio Azeredo, dirigido por Alcindo Guanabara. No jornal, trabalhavam seus amigos Antônio Leal da Costa e Eurycles de Mattos, futuros gerente e diretor de redação de O Globo. Na A Tribuna, Irineu Marinho trabalhou como repórter de polícia e revisor.