Irineu Marinho esteve, durante toda a vida, ligado a grupos, políticos e movimentos que sonhavam com uma república antioligárquica e um modelo de nação mais inclusiva. Por seu posicionamento político, viu seu jornal ser suspenso em 1914 e enfrentou quatro meses de prisão, em 1922, acusado de apoiar o Movimento Tenentista.


Suspensão

Irineu Marinho sofreria as primeiras consequências do posicionamento político de seu jornal em março de 1914. Após o governo decretar estado de sítio, em resposta às agitações oposicionistas manifestadas por setores políticos e militares, o jornal A Noite foi suspenso. Com os boatos de prisão e deportação de diversos jornalistas, Irineu Marinho refugiou-se na Legação Argentina e, mais tarde, na casa de amigos em São Paulo. Os três meses de suspensão deixaram suas sequelas: além do déficit financeiro, a ausência de Irineu Marinho resultou em cisão. Parte dos jornalistas da equipe original saiu de A Noite para lançar o vespertino A Rua. Em pouco tempo, no entanto, o jornal de Irineu Marinho se recuperou, sem nunca abandonar a crítica política.