Irineu Marinho não se deixou abater pelo golpe da perda de A Noite. Em 29 de julho de 1925, 149 dias após sua renúncia à presidência do jornal que havia fundado em 1911, lançou seu novo vespertino, O Globo.


Campanhas de lançamento

Anúncio do concurso para escolha do nome do novo jornal de Irineu Marinho. O Paiz, 28/05/1925. Arquivo/Memória GloboCélebre por comandar campanhas e enquetes de grande sucesso e repercussão em A Noite, Irineu Marinho usou a mesma estratégia para lançar O Globo. Em maio de 1925, um mês antes do lançamento, Irineu promoveu campanha, através de anúncios nos principais periódicos da capital federal, convidando o público a escolher o nome de seu novo vespertino. A redação recebeu quase 30 mil cartas! Como o título mais votado, Correio da Noite, já estava registrado, foi escolhido o segundo colocado na enquete, O Globo, com 3.080 votos.

Duas semanas antes de seu lançamento, no dia 14 de julho, o jornal distribuiu um boletim com informações frescas sobre o jogo de futebol Paulistano x Fluminense, realizado naquela mesma tarde no estádio das Laranjeiras. A folha, distribuída gratuitamente por toda a cidade, anunciava o já tão aguardado vespertino de Irineu Marinho. Outro boletim seria distribuído às vésperas do lançamento, noticiando o batismo das novas instalações do jornal.

Outro método de propaganda do novo jornal foi a composição de um foxtrote, intitulado “O Globo”, cuja partitura foi impressa e distribuída por toda a cidade, com enorme sucesso.

Por fim, a campanha de lançamento do jornal fez uso de um meio de comunicação que, na época, dava seus primeiros passos: o rádio. O jornal patrocinou concertos de música popular e transmitiu notícias através da Rádio-Sociedade do Rio de Janeiro e da Rádio-Club.

Quando o primeiro número de O Globo chegou às ruas, no final da tarde de 29 de julho de 1925, o jornal já era conhecido e ansiosamente aguardado pela população carioca.