Apaixonado pela comunicação e pelas novidades tecnológicas, Irineu Marinho investiu na então incipiente indústria cinematográfica. Em 1917, com o jornal A Noite já consolidado, fundou a Veritas, produtora dos filmes A Quadrilha do Esqueleto, Rosa que desfolha (ou O Dominó Misterioso), Ambição Castigada e Um senhor de Posição.


Investindo em cinema

Anúncio do filme Lucíola, da Leal-Film. A Noite, 11/12/1916. Acervo Fundação Biblioteca NacionalTudo começou em 1916, quando Irineu Marinho se associou à Leal-Film, do fotógrafo e cineasta português Antônio Leal, e juntos produziram Lucíola, elogiada adaptação da obra de José de Alencar, com a atriz Aurora Fúlgida no papel-título. Apesar do prejuízo de mais de 30 contos de réis em sua primeira experiência como produtor, Irineu Marinho continuou acreditando no potencial da indústria cinematográfica. Em 1917, após a saída de António Leal, Irineu Marinho e Joaquim Marques da Silva, seu sócio no jornal A Noite, criaram a Veritas Film.

A Veritas produziu quatro filmes, todos financiados com capital do já bem-sucedido jornal A Noite: A Quadrilha do EsqueletoRosa que desfolha ou O Dominó MisteriosoAmbição Castigada; e Um senhor de Posição.

Em 1918, um ano após sua criação, a Veritas chegou ao fim. Com o descontentamento de Joaquim Marques da Silva frente às constantes retiradas de capital de A Noite para o financiamento dos filmes, Irineu Marinho comprou a parte do sócio no jornal e liquidou a produtora. Encerrava-se, assim, sua aventura cinematográfica.