Dos quadrinhos aos livros, revistas e sites, a Editora Globo é uma empresa curadora de conteúdo de qualidade, segmentado, e presente em qualquer plataforma que faça sentido para o público. Com mais de 17 marcas no portfólio – incluindo Vogue, Casa Vogue, GQ e Glamour, após joint-venture estabelecida com a Condé Nast em 2011 –, a Editora Globo e Edições Globo Condé Nast têm 3,4 milhões de cópias mensais, 9,2 milhões de leitores, 19 websites, 11,4 milhões de visitantes únicos por mês, 40 eventos anuais, 25 aplicativos para iPhone, iPad e Android e mais de um milhão de downloads. Conta, ainda, com a marca Globo Livros, que tem mais de 1.000 títulos no catálogo de livros, de autores nacionais e internacionais, publicados em menos de dois anos. No campo digital, a marca tem 200 títulos e parcerias com os principais players do mercado, como Apple, Kobo Cultura, Google, Saraiva e Amazon.


Rio

O interesse de Roberto Marinho pelo mercado editorial crescia a cada dia.  E se sofisticava também. Nos anos 1940, ele publica uma revista de vanguarda que se tornaria um marco da modernização da imprensa naquela época: a Rio, dirigida pelo jornalista e dramaturgo Henrique Pongetti.

Revista Rio, nº 64, outubro de 1944.  Arquivo/Memória GloboA Rio era uma revista de variedades, voltada, em especial, para as mulheres. Em notas sociais, Ibrahim Sued elegia “as mais elegantes”.  Eram produzidas reportagens sobre cinema, música, teatro e balé, e publicados contos, crítica literária e cultural. Do time de colaboradores faziam parte importantes nomes das artes e das letras, como Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Marques Rebelo, Sérgio Milliet, Vinicius de Moraes, entre outros. Um dos destaques da revista era o zelo com a capa, que trazia obras de Miró, Matisse, Picasso e Di Cavalcanti, entre outros.

Na edição 99, de setembro de 1947, Roberto Marinho escreveu um perfil do então presidente dos Estados Unidos, Harry S. Truman, com o título “Truman, homem do povo”. O texto destacava o lado humano de Truman e revelava aspectos do pensamento de Roberto Marinho em relação à política:

“Não há nada de dramático ou de heroico nesse homem simples, nesse cidadão comum que chegou à suprema magistratura de seu país”.