A Rio Gráfica tinha sede na rua Itapiru, entre os bairros do Catumbi e do Rio Comprido, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A editora tornou-se um dos maiores parques gráficos da América Latina. Editava revistas de grande circulação e fascículos, além de quadrinhos, como Almanaque do Mandrake, O Príncipe Valente e Jerônimo: o Herói do Sertão.


Arte Hoje

Primeiro número de Arte Hoje, 07/1972. Acervo Ed. GloboRevista voltada para as artes plásticas, escultura, arquitetura e outros temas – a chamada alta cultura –, Arte Hoje foi lançada em julho de 1977, e surpreendeu o mercado pela ousadia.  Era uma espécie de versão moderna da  Rio, publicada por Roberto Marinho nas décadas de 1940 e 1950.

Impressa em papel especial e com quase 90 páginas, a Arte Hoje era editada pelo jornalista Milton Coelho da Graça e pelo crítico de arte Wilson Coutinho. Foi bem recebida por artistas e jornalistas. No entanto, as vendas não responderam à altura da qualidade editorial. A revista era muito cara e acabou cancelada depois de 30 números, em dezembro de 1979.

Ainda nos anos 1970, a Rio Gráfica lançou, no formato tabloide, o Gibi Semanal e a série de almanaques Gibi Nostalgia. As publicações traziam heróis como Dick Tracy, X-9, Tarzan, entre outros. Editou também títulos da Marvel Comics, reeditou histórias infantis de Monteiro Lobato e lançou as revistas esportivas Vela e Motor (que depois se transformou em Náutica) e Tênis Sport, e revistas de fotonovelas. Uma delas foi a versão da telenovela Sem Lenço sem Documento, de Mário Prata, que contou com as participações de Ney Latorraca e Irma Alvarez. Neste momento, as fotonovelas começavam a perder espaço para as telenovelas.