Inspirado na norte-americana Fundação Rockefeller, Roberto Marinho viu que era possível criar uma entidade nos mesmos moldes. Tinha nas mãos a televisão, um poderoso recurso que serviria de instrumento a favor da educação. Em pouco tempo, a Fundação Roberto Marinho se aliou à iniciativa privada e estimulou projetos que revigoraram o patrimônio histórico, o meio ambiente e o ensino no Brasil. Hoje, são quase 40 anos oferecendo educação às pessoas que estão fora da escola.  Foi para esses brasileiros que Roberto Marinho idealizou a Fundação. Seus projetos são transmitidos na TV, em livros ou pela internet, formando educadores e alunos pelo país. 


Educação é tudo

Em 1978, um ano após a criação da Fundação Roberto Marinho, surgiu o Telecurso 2º. Grau, o primeiro programa de educação à distância da entidade. Roberto Marinho não tinha a pretensão de resolver os problemas do sistema escolar brasileiro. Mas queria que tudo desse certo. Sobre o programa, o jornalista declarou: “A decisão de se começar com o 2º grau se baseou em que não era o setor mais crítico. Os eventuais desacertos da experiência não teriam consequências muito danosas. Felizmente, o êxito na iniciativa superou as nossas expectativas mais otimistas.” Em seguida viria o Telecurso 1º. Grau, o Telecurso 2000 e outras experiências de educação à distância. 

O jornalista e empresário  também apostou na valorização do patrimônio natural e teve o mérito de mobilizar a sociedade em torno do tema.  Educação sobre biomas brasileiros e gestão sustentável da água, entre outros projetos, foram desenvolvidos pela Fundação ao longo dos anos. Em 1990, um programa foi criado na televisão voltado para o meio ambiente, o Globo Ecologia, no ar até hoje.

“A nossa filosofia de trabalho é adequada e eficaz: unir os esforços da Fundação Roberto Marinho aos das entidades públicas, associações comunitárias e empresas privadas, visando ao bem comum.” (Roberto Marinho)

Canal Futura

Na área da televisão educativa, a Fundação Roberto Marinho inaugurou o canal Futura, em 1997, presente em todo o país. A programação é voltada para o interesse público, com assuntos ligados à cidadania, meio ambiente, educação, saúde, trabalho, literatura, artes entre outros. O Futura é mantido por empresas privadas e trabalhado, com fins educacionais, por ONGs, universidades, empresas e outras instituições.

Patrimônio Histórico

A Fundação Roberto Marinho também preservou o patrimônio histórico em diversas regiões do país, como o Pelourinho, na Bahia, com apoio do Governo estadual; o Museu da Pampulha, em Belo Horizonte, numa parceria com o então Banco Real e a prefeitura de Belo Horizonte; a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, em conjunto com o então Banco Real; e o Museu de Arte Sacra do Carmo, em Ouro Preto, com apoio do Iphan.