Em outubro de 1954, Roberto Marinho sentou-se à mesa e escreveu na sua Remington a crônica que marcaria o último dia de trabalho na sede antiga de O Globo, na Rua Bittencourt da Silva. Despedida foi publicada na primeira página. No dia seguinte, a redação e as oficinas do jornal foram  transferidas para o novo endereço: Rua Irineu Marinho, 35, centro do Rio de Janeiro. Era o início de processo de modernização, que incluía a aquisição de novos equipamentos gráficos. 


Seminários

Palestras com escritores nacionais e internacionais e debates sobre os principais segmentos de cultura foram algumas das discussões que O Globo promoveu, no auditório do jornal, a partir de 1996.  Os encontros eram abertos ao público e contaram com a participação de artistas, escritores e intelectuais, como Camille Paglia, José Saramago, Carl Bernstein, Eric Hobsbawn, Perry Anderson, Edgar Morin, Sebastião Salgado e Carlos Fuentes. Os assuntos abordavam temas variados como filosofia, teatro, cinema, design, fotografia, entre outros. Houve também apresentação de artistas como Marcel Marceau, Antônio Nóbrega, Pina Bausch e Deborah Colker.

A série Encontros no Globo começou em maio de 96.  O primeiro discutiu os rumos do novo cinema nacional, com José Carlos Avellar, Cacá Diegues, Luiz Carlos Barreto, Arnaldo Jabor e Tizuka Yamazaki. No mês seguinte, a pauta foi sobre o teatro, com Sábato Magaldi, Aderbal Freire-Filho, Domingos de Oliveira, Eduardo Tolentino, José Celso Martinez, Moacyr Góes e Ulysses Cruz.

Em julho e agosto, dois debates discutiram poesia e arte. “Poesia hoje na França e no Brasil” reuniu Affonso Romano de Sant’Anna, Alexei Bueno, Lêdo Ivo, Ivan Junqueira, Moacyr Félix, Gerard Macé, Jean-Michel Maulpoix, Anne Portugal e Gil Jouanard. “Arte: linguagem da humanidade” contou com a presença de Fayga Ostrower, Ferreira Gullar, Adriano de Aquino e Lílian Sampaio.

Carl Bernstein, jornalista do “Washington Post” que denunciou o caso Watergate, fez palestra sobre o jornalismo investigativo, em novembro. Em dezembro, o historiador Perry Anderson falou sobre “O fim das utopias”. O compositor Chico Buarque e o escritor Raduan Nassar leram trechos de seus livros na estreia da programação dos Encontros no Globo, em julho de 1997. No mesmo mês, o antropólogo Edgar Morin fez palestra sobre “A reforma do pensamento”.

Em agosto, os escritores Carlos Fuentes e Nélida Piñon debateram “Informação, educação e cultura”.

A palestra “História da Psicanálise e suas particularidades no Brasil”, em 1999, foi com os especialistas Elisabeth Roudinesco, Helena Besserman Vianna e Chaim Samuel Katz.

Em 2004, Fernando Henrique Cardoso fez palestra sobre a Era Vargas.

Três anos depois, um debate especial sobre Música contou com Paulinho da Viola, João Máximo, Zuenir Ventura e Antonio Carlos Miguel. Em fevereiro de 2008, o Núcleo de Estudos Guimarães Rosa promoveu leitura de trechos e contos do escritor mineiro para crianças.

Encontro no Globo debateu em 2010 o filme Tropa de Elite. Participaram o ator Wagner Moura, o político Marcelo Freixo, os sociólogos Ignácio Cano e Luiz Eduardo Soares. A mediação foi do jornalista Mauro Ventura. No ano seguinte, O Globo recebeu o convidado internacional, o ator John Malcovich que falou sobre os bastidores da criação do espetáculo "The infernal comedy - Confissões de um serial killer", que conta a história de Jack Unterweger, que se tornou escritor e celebridade na Áustria.

O seminário "Liberdade em Debate – Democracia e Liberdade de Expressão" foi promovido em 2011, em parceria com o Instituto Millenium. O resultado foi publicado em caderno especial que circulou no Globo e no Estado de S. Paulo. No mesmo ano, o jornal publicou um guia das linhas de ônibus do Rio de Janeiro.