Irineu Marinho não se deixou abater pela perda do jornal de maior sucesso da época. Quase 150 dias após deixar a presidência de A Noite, lançou seu novo vespertino, O Globo. 


Furos e grandes reportagens

O bom jornalista sabe o quanto vale um furo de reportagem, aquela história que ninguém descobre antes, que jornal nenhum publicou e que repercute de forma estrondosa quando sai na imprensa. Roberto Marinho não fugia à regra. Adorava um furo e a expressão “vamos dar um banho”, diziam seus companheiros de trabalho. Alguns furos de reportagem marcaram a história de O Globo. Um dos mais conhecidos – relativo à deposição de Washington Luiz – envolveu Roberto Marinho diretamente.

“O Globo é um jornal noticiarista. Quer o furo, a reportagem. Não é um jornal de tese.” (Ali Kamel, diretor de Jornalismo e Esporte da Globo)

“Se a gente for pesquisar a histórias do Globo, vamos perceber que ele é um jornal noticiarista. Quer o furo, a reportagem. Não é um jornal  de tese”, conclui Ali Kamel, hoje diretor de Jornalismo e Esporte da Rede Globo.

O Globo entrou para a história da imprensa brasileira não só por furos, mas também pelas grandes reportagens que publicou ao longo de quase 90 anos de circulação. A marca de Roberto Marinho sempre esteve presente na forma de orientações cautelosas e responsáveis aos seus colaboradores.