Irineu Marinho não se deixou abater pela perda do jornal de maior sucesso da época. Quase 150 dias após deixar a presidência de A Noite, lançou seu novo vespertino, O Globo. 


Um bom nome para um bom jornal

Anúncio do concurso para escolha do nome do novo jornal de Irineu Marinho. O Paiz, 28/05/1925. Arquivo/Memória GloboChegava o momento de escolher o nome do jornal. Uma campanha foi lançada em diversas publicações propondo um concurso. O texto dizia: “Desde hoje se acha aberto um grande concurso popular que, pelos seus fins e espírito, parece destinado a atrair a atenção de toda a população do Rio, chamada a oferecer um nome ou título de sua inclinação e gosto, sob os auspícios de Irineu Marinho e de algumas dezenas de seus antigos e dedicados companheiros de trabalho”.

As sugestões deveriam ser enviadas para a redação. Os votantes do título escolhido receberiam o jornal, de graça, por um mês. De acordo com o anúncio publicado em O Paiz, com o título “Um bom nome para um bom jornal – Como deve chamar-se o novo e grande diário vespertino a aparecer brevemente?”, o nome seria escolhido por um júri composto pelos fundadores, levando em conta o que maior número de votos houvesse recebido. No  dia 2 de junho, foi divulgado o resultado. Foram recebidos 26.520 votos, que apontavam 309 títulos, dos quais os três primeiros eram: Correio da Noite, O Globo, Última Hora. O Correio da Noite, que recebeu 3.382 votos, já pertencia à outra pessoa. Foi adotado, então, O Globo, segundo título mais votado, com 3.080 votos. A direção do novo jornal decidiu premiar todos que votaram tanto no título Correio da Noite quanto em O Globo. Foram distribuídas quase 500 assinaturas aos participantes do concurso. O título O Globo já havia sido sugerido por Eloy Pontes, que na época recordou-se do título de um antigo jornal carioca, fundado e dirigido por Quintino Bocayuva nos tempos da propaganda republicana.