A gravadora Som Livre foi criada em 1969 com o objetivo principal de pôr à disposição do público as trilhas sonoras das novelas e minisséries da Rede Globo, e ao mesmo tempo incentivar a música popular brasileira, abrindo portas para novos talentos e revitalizando o repertório de músicos tradicionais e consagrados.


Brilhante

“Luiza é uma das mais belas composições de Tom Jobim, com letra sofisticada e música de complexas harmonias.” Boni, vice-presidente de operações da Rede Globo.

A novela de Gilberto Braga foi ao ar em 1981, no horário das 20 horas, com direção geral de Daniel Filho e Vera Fischer no papel-título. “Recebi, da produção da novela Brilhante, a incumbência de conseguir que o Tom Jobim compusesse a abertura. Pedi e ele aceitou. Mas a música não saía e Hans Donner estava desesperado para concluir o vídeo de abertura. Levei o Tom para casa, dei a ele churrasco e vinho e, no dia seguinte, a abertura nasceu: Luiza. O Tom sempre me dizia que não sabia escrever música para mulher loura. O principal personagem de Brilhante era a Vera Fischer, uma loura clássica. Para fazer a música, o Tom se defendeu na letra, dizendo: ‘Que eu sei que embaixo dessa neve mora um coração’. Sem saber disso, o Daniel Filho cortou o cabelo de Vera bem curtinho e pintou-o de preto graúna. O Tom ficou cabreiro porque a letra dizia uma coisa que não tinha relação com o personagem”, relembra Boni, vice-presidente de operações da Rede Globo.

Também estavam na seleção da trilha sonora sucessos como Meu Bem Meu Mal, na voz de Gal Costa, e Me Deixas Loucas, numa das últimas gravações de Elis Regina.