A partir do final da década de 1980, a Som Livre se firma no mercado com o lançamento de discos que viraram uma verdadeira febre. A trilha da novela O Rei do Gado, de Benedito Ruy Barbosa, vendeu mais de um milhão de cópias, em menos de um mês. Com o surgimento da internet, a Som Livre criou, em 1999, sua primeira loja virtual.


Desafios

A Som Livre segue firme somando novos desafios a outros antigos que ainda são fundamentais. Manter sua posição de braço forte de música das Organizações Globo continua sendo sua maior prioridade. A tradição para trilhas sonoras de sucesso da TV Globo permanece, com lançamentos de enorme destaque como Paraíso, Páginas da Vida e Avenida Brasil, todas entre os produtos mais vendidos de seus respectivos anos.

Avenida Brasil, 2012. Som LivreParalelamente, enquanto a internet transforma o mercado de música gravada, os consumidores evoluem em sua forma de consumir música a cada nova tecnologia, e a experiência de música ao vivo se torna mais e mais presente.

O maior desafio para a Som Livre é o mesmo desafio de qualquer empresa no mercado de música: manter-se relevante em meio a tantas constantes transformações. Depois de períodos preocupantes em que o digital representava apenas uma ameaça, enfim modelos de negócio concretos e sustentáveis se apresentam, seja por download, streaming ou assinaturas. Também o negócio de shows mostra oportunidades que vão sendo exploradas pela Som Livre, com a criação de festivais próprios como o Arena Pop e o Festeja. Negócios periféricos que eram de menor importância passam a ser centrais, como execução pública, edição, licenciamento e negociações internacionais, hoje conduzidas através de acordos de representação com companhias internacionais.

“Quando fechamos um contrato, temos o trabalho da vida de alguém na nossa mão. É um voto de confiança que recebemos que precisa ser tratado com total seriedade e responsabilidade.” Marcelo Soares, diretor-geral da Som Livre

O forte elenco da Som Livre e a construção de um novo catálogo é chave de sucesso nesse novo cenário de negócios pulverizados.

“A única certeza que se tem sobre os próximos anos é que tudo vai mudar. Por isso estamos construindo uma organização que seja receptiva a mudanças, e vamos testando modelos com cautela e determinação”, diz Marcelo Soares, diretor-geral desde 2011. “O desafio extra é o caráter humano do negócio, nosso produto é a arte de terceiros. Nós não lidamos simplesmente com produtos, mas com a vida de artistas e compositores. Quando fechamos um contrato, temos o trabalho da vida de alguém na nossa mão. É um voto de confiança que recebemos que precisa ser tratado com total seriedade e responsabilidade.”