Inauguração do Projac, aquisição de equipamentos digitais, aposta no jornalismo investigativo. Nos anos 1990, Roberto Marinho redobrou o investimento em novos talentos e tecnologia, aprimorando cada vez mais a programação e ratificando o chamado Padrão Globo de Qualidade. Em 1997, Boni virou consultor da vice-presidência e Marluce Dias da Silva assumiu o cargo de diretora-geral da Rede Globo. 


Esporte

Os anos 1990 foram marcados no esporte da Globo por dois fatos marcantes, ocorridos em 1994: a morte do piloto brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna e a conquista do tetracampeonato na Copa do  Mundo de Futebol, nos Estados Unidos. Ambos tiveram cobertura completa do jornalismo da Globo.

A morte de Ayrton Senna teve destaque em toda a programação jornalística, com a intensa participação das equipes do Rio de Janeiro, de São Paulo e dos correspondentes da emissora na Europa.

Para a transmissão da Copa, realizada por um pool formado pelas principais emissoras do país, a Globo decidiu investir também em imagens exclusivas: alugou dois canais de satélite e contou com quatro câmeras próprias. Nos jogos do Brasil, a quarta câmera era posicionada junto à torcida, para mostrar as reações dos torcedores. Duas unidades móveis ficavam à disposição do jornalismo: uma sediada no estádio onde o Brasil jogava, e a segunda junto ao local de concentração, para ajudar a editar e gerar reportagens. A cobertura também contou com um helicóptero que mostrava imagens da torcida. O repórter Marcos Uchôa entrava ao vivo na programação antes da transmissão dos jogos.

Dois anos antes, a Globo também já utilizara um satélite exclusivo para a transmissão dos Jogos Olímpicos de Barcelona, permitindo flashes ao vivo, em qualquer instante da programação. Essa Olimpíada foi um marco na história do jornalismo esportivo da Globo, porque contou com numerosa equipe de profissionais para cobrir todas as modalidades esportivas e com recursos tecnológicos que permitiram maior qualidade e precisão na transmissão.