A Globo chegou ao século XXI cada vez mais conectada com o jornalismo que aposta na credibilidade, isenção e transparência e com um entretenimento de qualidade e inovador. Foi destaque na cobertura dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, acompanhou a campanha vitoriosa da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2002 e entrou para o Guinness, o livro dos recordes, como a maior produtora de novelas do mundo. Também estreou na transmissão de programas em alta definição e, em 2009, levou o prêmio Emmy Internacional de melhor telenovela por Caminho das Índias, de Gloria Perez. A década também foi marcada pelo estreitamento das relações entre TV e Internet. Sites de notícias (G1), sobre Esportes (Globoesporte), de Entretenimento (Gshow) e sobre a história da Globo (Memória Globo) foram lançados e transformaram a Globo.com em um dos portais e provedores mais acessados no Brasil.


Esporte

Em 2002, o Brasil derrotou a Alemanha no estádio de Yokohama, no Japão, e tornou-se pentacampeão mundial de futebol. Em campo, durante toda a Copa, brilhou a estrela do atacante Ronaldo que, quase dois meses antes, havia sido o primeiro convidado a ser entrevistado na bancada do Jornal Nacional, por William Bonner e Fátima Bernardes, quando falou de sua sofrida recuperação. Para a cobertura do Mundial da Ásia, a Globo enviou 96 profissionais das áreas de jornalismo e engenharia ao continente, onde eles ficaram quase 45 dias. No total, 12 equipes de reportagem acompanhavam as notícias da competição: seis ficaram viajando pela Coreia e pelo Japão, e outras seis cobriram exclusivamente a seleção brasileira. 

Já o planejamento da Globo para a cobertura da Copa do Mundo de 2006 começou dois anos antes, com visitas prévias à Suíça, onde a seleção brasileira ficou concentrada, e à Alemanha, sede da competição. A Globo enviou cerca de 160 profissionais para trabalhar no evento, entre técnicos, jornalistas, comentaristas e narradores.

O empenho nas coberturas das Olimpíadas não foi diferente. Nos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000, o Jornal Nacional apresentava dois blocos diários sobre as competições, e algumas provas ao vivo chegaram a ser transmitidas dentro do telejornal. As outras provas eram transmitidas durante a madrugada.

A Olimpíada de Atenas, na Grécia, quatro anos depois, contou com a participação de dez equipes de reportagem da Globo. Os repórteres cinematográficos da emissora usaram câmeras de última geração, com gravação digital, para captar as imagens em alta definição. A ligação entre Brasil e Atenas foi facilitada com a utilização de fibras óticas, além dos satélites, para transportar o sinal dos eventos olímpicos.  Como em outras coberturas, a Globo montou um estúdio e instalou cinco ilhas de edição, no centro de imprensa, para produzir todo o material dos Jogos. 

Em 2008, para a Olimpíada de Pequim, os primeiros Jogos Olímpicos da era digital, a Globo contou com uma equipe de 190 profissionais, 70 deles contratados na China para produção local. Com a diferença de fuso horário de 11 horas, algumas competições aconteceram durante a exibição do Bom Dia Brasil, o que permitiu que os repórteres entrassem ao vivo com as últimas informações e imagens mais recentes das provas.