Nos primeiros anos da segunda década do século XXI, a qualidade dos produtos da Globo continuou sendo reconhecida tanto internamente, quanto fora do país. Às vésperas de completar 50 anos, a televisão criada por Roberto Marinho nos anos 1960 faturou três prêmios Emmy Internacional, um de melhor telenovela – com o remake de O Astro –, um na categoria Comédia – com o seriado Mulher Invisível – e o conferido ao Jornal Nacional, na categoria Notícia, pela cobertura da ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão pelas forças públicas de segurança do Rio de Janeiro, em 2010. Nessa década, as redes sociais entraram em cena na estreita relação do público com a televisão.

No comando da emissora, Octávio Florisbal deixou a direção geral em dezembro de 2012 e passou a fazer parte do Conselho de Administração das Organizações Globo. Carlos Henrique Schroder, até então diretor geral de Jornalismo e Esportes, assumiu o cargo de diretor geral da emissora com a missão de aprimorar a qualidade da programação e promover a criatividade e a inovação nos conteúdos para TV e para as demais plataformas digitais.


Jornalismo

O jornalismo da Globo chegou a 2013 ocupando 20% do espaço da grade da emissora. Além disso, das 6h da manhã às 2h da tarde, segue um conceito estratégico de programação: desde o Bom Dia até o Jornal Hoje, todos os programas são ao vivo, possibilitando que, a qualquer momento, a grade seja interrompida para veicular uma notícia importante. 

“Dessa forma, temos uma grade viva durante a manhã, fazendo valer um conceito de proximidade com o telespectador que, a qualquer hora, pode receber alguma informação importante do ponto de vista jornalístico”, explica Carlos Henrique Schroder,  diretor-geral da Globo desde 2012.

A busca da qualidade nas coberturas jornalísticas levou à conquista de muitos prêmios ao longo dos anos. Um dos mais importantes veio em 2011, o Emmy Internacional, considerado o Oscar da TV, conferido ao Jornal Nacional pela cobertura da ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão pelas forças públicas de segurança do Rio de Janeiro. Era a sétima vez em nove anos que o Jornal Nacional recebia uma indicação ao Emmy.

“Temos uma missão em relação ao país, e o jornalismo está maduro para fazer isso, de manhã, de tarde, à noite, em qualquer horário temos essa qualidade. O Emmy é a ratificação disso. O jornalismo da Globo está preparado para uma cobertura internacional extensa, e para trazer informação de qualquer lugar, sob o ponto de vista do olhar brasileiro”, salienta Schroder.

“Clareza de exposição, economia de palavras. Mas, principalmente, apego aos fatos, honestidade e um forte sentido ético.” (Roberto Marinho)

 “Aquela imagem feita do helicóptero entrou para a antologia do jornalismo televisivo mundial. Foi uma cobertura de guerra muito bem feita, e com o máximo de segurança possível”, destaca Ali Kamel, diretor de jornalismo. 

Com a reestruturação de cargos no comando da emissora, Ali Kamel se tornou diretor geral de Jornalismo e Esportes. A Central Globo de Jornalismo (CGJ) passou a ser comandada por Silvia Faria, e a Central Globo de Esportes (CGESP), por Renato Ribeiro.

“O nosso público quer simplicidade na forma de comunicar. É algo que não podemos perder de vista, nunca. Não elitizar na linguagem, não usar uma palavra que as pessoas não compreendam. Esse é o grande desafio que temos todos os dias, dar a informação acessível a todos.”, explica Silvia Faria.

Entres os pontos altos do jornalismo da Globo a partir de 2010 está a série JN no Ar. A bordo de um avião com o logotipo do telejornal, uma equipe do programa percorreu os 26 Estados do Brasil e o Distrito Federal, nas cinco semanas que antecederam as eleições presidenciais, para, a exemplo da Caravana JN, mostrar os problemas do país. O JN no Ar foi usado na cobertura da posse da presidente Dilma Rousseff e, depois, passou a ser um quadro fixo do Jornal Nacional, exibindo reportagens em diferentes regiões do país.

Ainda em 2010 estrearam os programas Globo Mar, apresentado por Ernesto Paglia, e o Central da Copa, comandado por Tiago Leifert.

Em 2011, após 14 anos dividindo a bancada com Wiliam Bonner e a função de editora executiva, a jornalista Fátima Bernardes deixou o JN para se dedicar a um novo programa, Encontro com Fátima Bernardes, exibido nas manhãs da Globo. Em seu lugar assumiu a jornalista Patrícia Poeta, que até então era apresentadora do Fantástico.

A Globo está presente em todos os acontecimentos relevantes do país e do mundo, entres eles o julgamento do mensalão, o terremoto que devastou o Haiti e o incêndio que matou 242 pessoas em uma boate da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Realizou coberturas jornalísticas memoráveis, como a abdicação do papa Bento VI; a eleição do papa Francisco e sua visita ao Brasil para participar da Jornada Mundial da Juventude; a Copa das Confederações; as diferentes manifestações que tomaram conta de muitas cidades brasileiras contra o aumento das tarifas de ônibus e que acabaram por se desdobrar em outras reivindicações sociais, políticas e econômicas; e a Copa do Mundo de 2014, uma das maiores coberturas do esporte e jornalismo que mobilizou cerca de 4.000 profissionais envolvidos diretamente na cobertura do evento.

O jornalismo está presente na grade da emissora de manhã, à tarde e à noite. Uma demonstração de veneração pela notícia, herança de Roberto Marinho.

“A Globo se estruturou com uma base muito forte de jornalismo, apostando na credibilidade da informação. E, até hoje, eu diria que é o grande sustentáculo dessa empresa”, afirma Carlos Henrique Schroder.