Nos anos 1970, a Globo virou líder de audiência com um modelo de grade de programação horizontal e vertical, exibida de segunda a sábado, e o horário nobre preenchido por duas novelas intercaladas pelo Jornal Nacional, o carro-chefe da programação.


Liderança

Abertura do programa jornalístico Fantástico, 1973. TV GloboO apoio de Roberto Marinho foi fundamental no planejamento e na execução do projeto da nova programação da Globo. Walter Clark, diretor-geral, e Boni, agora superintendente de produção e programação, estruturaram o núcleo de dramaturgia apostando na produção nacional: telenovelas, seriados e especiais passaram a fazer parte do dia a dia do público, com hora e data marcadas. Foram também criados programas de sucesso, como Fantástico e Globo Repórter, ambos em 1973. Na mesma época consolidaram a chamada linha de entretenimento, formada por programas infantojuvenis, programas de auditório, musicais e humorísticos. O objetivo era manter uma audiência constante ao longo de todos os dias da semana.

No telejornalismo, comandado por Armando Nogueira e Alice- Maria, o principal destaque era o Jornal Nacional. Com a consolidação do modelo que fazia do repórter a testemunha ocular do fato, o JN virou escola para outras emissoras de televisão.

No esporte, a Globo marcou três gols de placa: a transmissão da Copa de 1970 – o primeiro grande evento esportivo transmitido ao vivo, diretamente do México, para todo o país – e a criação dos programas Esporte Espetacular (1973) e Globo Esporte (1978), que se tornariam ícones do jornalismo esportivo da emissora.

Nessa década foi criado o “‘plim plim”, a vinheta que marca a passagem de ida e volta de intervalos comerciais. Foi idealizada por Boni e desenhada por Mauro Borja Lopes, o Borjalo. Ao longo do tempo, evoluiu para animações bem-humoradas concebidas por diversos cartunistas brasileiros, como o próprio Borjalo, Ziraldo, Chico Caruso, Heidy, Aroeira, Lan, Miguel Paiva, entre outros.