Roberto Marinho começou a colecionar quadros na década de 1930. Não recorria a marchands. Era amigo de pintores e adquiria as peças diretamente em ateliês. Comprava por opção pessoal, com o coração. Frequentava vernissages, exposições e bienais, desenvolvendo o gosto refinado pela arte e pela cultura que o acompanhou a vida inteira.


Coleção no Masp

Roberto Marinho na exposição Arte Moderna Brasileira - Uma Seleção da Coleção Roberto Marinho, realizada no Museu de Arte de São Paulo, 16/03/1994. Arquivo/Memória GloboQuatro esculturas e 95 pinturas selecionadas por Roberto Marinho e pelo curador Paulo Venâncio Filho foram reunidas na Exposição Arte Moderna Brasileira – Uma Seleção da Coleção Roberto Marinho, em 1994, no Museu de Arte de São Paulo, o Masp. Uma curiosidade sobre a exposição estava numa exigência do jornalista: estudante entrava de graça. Muitos alunos viram, pela primeira vez, telas dos modernistas Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Anita Malfatti, Victor Brecheret, Ismael Nery, Portinari, Di Cavalcanti, Pancetti, Guignard, Iberê Camargo, Milton Dacosta e Djanira. Também integravam a exposição as obras dos abstracionistas Cícero Dias e Antonio Bandeira; da escultora Maria Martins; da pintora portuguesa Vieira da Silva; dos artistas plásticos Tomie Ohtake e Manabu Mabe; e do artista contemporâneo Franz Krajcberg. Estiveram presentes na abertura da exposição cerca de 700 pessoas. 

Num dos textos do catálogo da exposição, o curador Paulo Venâncio Filho comentou o aspecto pessoal da coleção de Roberto Marinho. “O olhar do colecionador expressa algumas características da época, certa sensibilidade comum que se manifesta através de suas escolhas. Pode trazer uma afinidade maior com um ou outro gênero. Muitas vezes, revela uma convivência, até pessoal, com determinado artista.”